A CUT, sindicatos, movimentos de mulheres e movimentos sociais foram às ruas em diversas cidades do país neste domingo (8), Dia Internacional das Mulheres, para denunciar a violência de gênero, defender direitos e cobrar mais representatividade feminina nos espaços de poder. Os atos reuniram organizações feministas, centrais sindicais e movimentos populares em mobilizações que ocorreram ao longo do dia em capitais e cidades do interior.
As manifestações tiveram como principais bandeiras o combate ao feminicídio, o fim da escala 6x1, a ampliação da participação das mulheres na política, a defesa da democracia e da soberania dos povos. Em várias cidades, os protestos também lembraram casos recentes de violência contra mulheres e cobraram políticas públicas mais efetivas de proteção.
O chamado deste 8 de Março tem como centro um problema estrutural da sociedade. O enfrentamento à violência além de mudança radical de comportamento dos homens em relação às mulheres, exige também mudanças nas condições de trabalho, na divisão do cuidado e na ocupação dos espaços de decisão política – temas que foram visibilizados nas mobilizações organizadas em todo o país.
“Basta de violência”

Em Brasília, mulheres se reuniram na Funarte para marcar a data com falas de lideranças sindicais e de movimentos sociais. O ato contou com participação de entidades e a presença da deputada federal Érika Kokay (PT).
A secretária da Mulher Trabalhadora da CUT, Amanda Corcino, destacou que o 8 de Março é um dia de mobilização para denunciar a violência contra as mulheres e defender direitos.
“Nesse 8 de março, dia internacional de luta das mulheres, nós estamos ocupando as ruas desde o início da manhã para dizer basta, basta de violência, para denunciar essa triste realidade em que a cada 24 horas quatro mulheres são assassinadas no nosso país. Para dizer que criança não é esposa, que criança não é mãe e também protestando contra o avanço do imperialismo no mundo”, afirmou.
Durante o ato em Brasília, a dirigente, ressaltou também outros aspectos cruciais da realidade das mulheres, entre eles, o impacto por conflitos internacionais e crises econômicas. “Governos autoritários têm políticas que promovem guerras e sanções econômicas, em que nós mulheres sentimos os primeiros impactos”, disse.
A dirigente também ressaltou que 2026 é um ano eleitoral e defendeu maior presença feminina no Congresso Nacional. “Nós estamos nas ruas para dizer que precisamos aumentar a nossa representatividade no Congresso Nacional, elegendo mulheres progressistas, mulheres feministas comprometidas com as nossas pautas e com as nossas lutas.”
Pauta nacional
Outro tema presente nas mobilizações foi a defesa do fim da escala 6x1, considerada uma jornada que aprofunda a sobrecarga de trabalho sobre as mulheres. “Somos nós mulheres que temos as jornadas mais longas e exaustivas. Mas esse debate precisa vir acompanhado da discussão sobre a participação no trabalho de cuidados para que o fim da escala 6 por 1 tenha efetividade na vida das mulheres”, afirmou.
"Estamos nas ruas pelo direito à vida, pela soberania dos povos, por mais representatividade na política e pelo fim da escala 6 por 1 - Amanda Corcino
Atos pelo país
Centro-Oeste
- Brasília (DF)
Na capital federal, o ato ocorreu na Fundação Nacional de Artes (Funarte) e reuniu movimentos sociais, sindicatos e organizações de mulheres. Mesmo com a forte chuva que atingiu a cidade no início da tarde, a mobilização contou com a participação de entidades e lideranças políticas, como a deputada Érika Kokay. O protesto foi marcado por críticas ao governo do Distrito Federal, comandado por Ibaneis Rocha, e por reivindicações por mais políticas públicas de proteção às mulheres.
Sul
- Curitiba (PR)
O centro da capital paranaense foi tomado por mulheres na manhã do 8 de março. A mobilização partiu da Praça Santos Andrade e seguiu em marcha pela Rua Marechal Deodoro. Sindicatos e movimentos sociais participaram do ato em defesa do combate à violência contra as mulheres, pelo fim da escala 6x1 e por mais representatividade feminina na política.
- Porto Alegre (RS)
Na capital gaúcha, milhares de pessoas se reuniram no Largo dos Açorianos para marcar o Dia Internacional de Luta das Mulheres. A mobilização contou com a participação de sindicatos e movimentos sociais e seguiu em marcha pelo centro da cidade, defendendo igualdade salarial, combate à violência e valorização do trabalho das mulheres.
Sudeste
- Rio de Janeiro (RJ)
O ato na capital fluminense reuniu movimentos sociais, sindicatos e representantes políticos. o protesto foi marcado por lembranças às investigações de casos de estupro coletivo a adolescentes que ganharam repercussão nacional nos últimos dias. Participaram do ato a ministra Anielle Franco e as deputadas Benedita da Silva, Jandira Feghali e Talíria Petrone. - Rio de Janeiro – Copacabana (RJ)
Ainda na capital fluminense, um ato simbólico foi realizado na Praia de Copacabana, onde cruzes foram fincadas na areia com o lema “Parem de nos matar”, em memória das vítimas de feminicídio no país. - Belo Horizonte (MG)
Na capital mineira, dezenas de mulheres ocuparam a Praça Raul Soares para protestar contra a violência de gênero e reafirmar a defesa da vida das mulheres. Veja mais fotos no Instagram da CUT MG - Vitória (ES)
No Espírito Santo, a mobilização ocorreu no dia 6 de março, na Praça Getúlio Vargas, reunindo mulheres sindicalistas, parlamentares e lideranças sociais em defesa do combate ao feminicídio e pelo fim da escala 6x1. - Campinas (SP)
No interior paulista, sindicatos, movimentos sociais, estudantes e partidos progressistas ocuparam as ruas da cidade em defesa da vida das mulheres, por direitos, igualdade e respeito no mundo do trabalho. Veja fotos no Instagram - Sorocaba (SP)
Em Sorocaba, mulheres também foram às ruas na manhã do 8 de março. O ato reuniu sindicatos e movimentos sociais que cobraram medidas mais firmes no enfrentamento ao feminicídio e políticas de proteção às mulheres. Veja fotos no Instagram
Nordeste
- Aracaju (SE)
Na capital sergipana, um ato político-cultural foi realizado na Feira Livre do Bugio, onde mulheres trabalhadoras dialogaram com a população sobre a luta contra o feminicídio, o transfeminicídio e o racismo, além da defesa do fim da escala 6x1. - Natal (RN)
Em Natal, o ato “Mulheres Vivas” reuniu manifestantes em defesa da vida das mulheres. A mobilização destacou pautas como o combate ao feminicídio, o fim da escala 6x1 e a ampliação da presença feminina na política. - Maceió (AL)
Na capital alagoana, mulheres ligadas a sindicatos e movimentos sociais participaram de mobilizações em defesa da vida das mulheres, com reivindicações por igualdade salarial, combate ao feminicídio e maior representação política. Veja mais fotos no Instagram da CUT Alagoas.
Da Redação com CUT