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15 de Setembro de 2017 às 15:09

Para trabalhadores, só mobilizações podem barrar privatizações

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O Sindicato participou de audiência pública contra o pacote de privatizações anunciado pelo governo ilegítimo de Temer, convocada pela Frente Parlamentar Mista em Defesa da Soberania, nesta quarta-feira (13), na Câmara dos Deputados. Na ocasião, o desmonte público do país foi duramente criticado por representantes sindicais, de movimentos sociais e de entidades de classe.

Após intensos debates, os participantes anunciaram, além da campanha nacional “Eu não vendo meu país”, a realização de mobilizações, indicativos de greves, manifestações de ruas e ações legislativas, para barrar a danosa privatização de 59 estatais, comunicada pelo governo em agosto.

Entre elas, estão rodovias, terminais portuários, aeroportos, a Eletrobrás; a Casa da Moeda e os bancos públicos.

Para o presidente do Sindicato, Eduardo Araújo, que participou da audiência, "a unidade de ação é essencial para que nossa bandeira de defesa do patrimônio público seja apropriado pelo povo brasileiro".

“Esse governo solitário no seu diálogo com o povo quer retalhar o nosso país”, criticou a deputada federal Erika Kokay (PT/DF), lembrando que “inviabilizaram o BNDES, como estão tentando inviabilizar o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal”.

A parlamentar enfatizou que o ministro da secretaria-geral da Presidência, Moreira Franco, responsável pelos planos de privatização de estatais do governo, tem de responder pelo processo de destruição do país.

Para o diretor do Sindicato Paulo Vinícius (o PV), que também esteve na audiência, “a Casa da Moeda, empresa símbolo do nosso país, não pode ser entregue aos rentistas, porque ela, assim como a Petrobras, a Eletrobrás e a Lotex, é do Brasil, não é do Temer".

E acrescentou: “Estamos na luta para encontrar um melhor caminho para proteger o país. Para isso, é necessário retomar as bandeiras amplas, porque a batalha terá muitas trincheiras”.

Soberania nacional

Todos os participantes foram unânimes ao destacar a importância do ato para defender a democracia e a soberania nacional. "É uma luta de todo o povo brasileiro e das futuras gerações. Não vamos permitir que entreguem o nosso país para os rentistas e sanguessugas”, defendeu PV.

O representante da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Carlos Alves, ressaltou que o povo brasileiro quer um país forte e um Estado que respeite a cidadania, os mais pobres, a diversificação, a juventude e os idosos, enfim, que não haja discriminações e que promova a igualdade.    

Mariluce Fernandes
Do Seeb Brasília

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