Os banqueiros, como qualquer outro patrão, detestam sindicato forte, combativo e com recursos para financiar suas lutas. Neste caso, não é demais esclarecer que os direitos dos trabalhadores não caem do céu, nem são dádivas dos bancos. São resultados de embates de classes.
A contribuição pessoal e financeira dos trabalhadores para a luta tem como objetivo ético o reconhecimento da importância da campanha salarial e da dedicação do Sindicato à causa coletiva, com a conquista de melhores salários e condições de trabalho.
“O bancário é consciente dos gastos que envolvem uma campanha nacional, e certamente vai colaborar voluntariamente para fortalecer ainda mais nossa luta, que é feita diariamente pelo Sindicato”, destaca a secretária-geral do Sindicato, Cida Sousa. “Nossa luta permanente favorece os trabalhadores, e, independentemente de associação, traz benefícios a toda a categoria”, acrescenta.
Apesar da grande influência dos banqueiros e da forte pressão da mídia, maior beneficiada das propagandas das instituições financeiras, os bancários mais uma vez garantiram reajuste salarial com aumento real e importantes avanços nas cláusulas sociais gerais da categoria e também nos acordos específicos por bancos. Todas as conquistas só foram possíveis por dois motivos: a luta e a mobilização da categoria ao longo da Campanha Nacional 2013 e o investimento financeiro em organização, planejamento e estratégia para influenciar na construção da pauta e da unidade do movimento.
“Para viabilizar uma greve de 26 dias neste ano, o Sindicato investiu fortemente em organização e infraestrutura”, informa o presidente do Sindicato, Eduardo Araújo. “Fizemos investimento também na estratégia e planejamento da campanha, ampliando a nossa chance de derrotar a intransigência dos banqueiros”, acrescentou.
Entre os grandes investimentos efetuados na Campanha Nacional deste ano, incluem-se, além do desembolso efetivo para a realização e manutenção de 26 dias de greve, a organização de congressos locais e participação nos encontros nacionais.
“Não é possível em nenhum planejamento orçamentário definir a duração e o tamanho de uma greve de uma categoria com organização nacional. Por isso, a contribuição voluntária é necessária para cobrir parte dos custos da campanha”, afirmou o secretário de Finanças do Sindicato, Wandeir Severo. “Sem esse apoio financeiro, alguns projetos do Sindicato deverão ser adiados ou mesmo cancelados”.
Para montar a infraestrutura e organização da greve e das atividades de campanha, foram gastos recursos com aluguel de equipamentos de som, palcos, banheiros químicos, contratação de prestadores de serviços diversos, aquisição de alimentação e água para participantes dos comitês de esclarecimento, viagens, hospedagens, transportes, combustível, locação de espaços para reuniões entre outras despesas.
Os números da campanhaMuito antes da greve, o Sindicato organizou inúmeras atividades, centenas de reuniões nos locais de trabalho, diversas assembleias e encontros de delegados, seminário dos bancos privados, congressos específicos do BB, da Caixa e do BRB, além do Congresso do Sindicato, para mobilizar e construir a pauta de reivindicações da categoria.
O Sindicato foi representado por mais de 100 delegados nos encontros nacionais: 24º Congresso dos Funcionários do Banco do Brasil e 29º Conecef, ambos realizados em maio, em São Paulo, e 15ª Conferência Nacional dos Bancários, ocorrida em julho, também na capital paulista, para defender a pauta local e aprovar as minutas/pautas nacionais de reivindicações da categoria, apresentadas aos banqueiros em 30 de julho.
O Sindicato investiu pesado em material de divulgação e propaganda para a categoria e para esclarecimentos à população, com diversos anúncios nas emissoras de TV e rádio e nas redes sociais. Também foram contratados fotógrafos e divulgadores para apoio nos comitês de esclarecimentos à população e aos bancários.
Com o objetivo de ampliar a visibilidade para nossas ações de convencimento e manifestações em praças públicas, rodoviária, feiras e em inúmeras linhas de ônibus, foram contratados artistas e músicos, esses chamados especialmente para compor a mídia deste ano, ‘Vem pra luta’.
Foram confeccionados 150 mil cartazes, 50 mil panfletos, mais de 50 mil jornais, 800 faixas, 1.000 camisetas, mais de 5 mil adesivos e locados 10 carros de som. Também foram organizadas duas passeatas, sendo uma na Esplanada dos Ministérios e outra na W3 Sul. Contratamos a veiculação de 150 anúncios (spots) nas diversas emissoras de rádio local, 30 anúncios nas TVs locais e 200 na TV Minuto do Metrô DF.
O vasto material utilizado nos 26 dias de greve se justifica pela grande quantidade de bancários e bancárias no DF – mais de 26 mil –, distribuídos em mais de 600 locais de trabalho, entre agências, postos de atendimento bancários e prédios administrativos. Parte do material também foi divulgado entre a população do Distrito Federal, estimada em mais de 2 milhões de habitantes.
Além dos gastos com estrutura, organização e comunicação, o Sindicato ainda poderá desembolsar grandes quantias em ações de interditos proibitórios movidas pelos bancos que ainda transitam na Justiça. Isso porque o Sindicato não se intimidou diante das inúmeras ameaças que sofreu por parte dos bancos.
“Quem participou de alguma forma e acompanhou as inúmeras atividades da Campanha Nacional 2013 organizadas pelo Sindicato sabe que é preciso investir em vasto material de mídia para dar visibilidade às nossas reivindicações. Com o slogan ‘Vem pra luta’, nossa campanha foi bastante compartilhada nas redes sociais e comentada nos meios de comunicação”, frisou a secretária de Imprensa do Sindicato, Talita Régia. “Além disso, também veiculamos inúmeros spots em rádios para manter a categoria mobilizada e responder aos ataques dos banqueiros e da grande mídia”, justificou a dirigente sindical.
Contribuição voluntária de bancários garante mobilizaçãoAs assembleias do BRB e dos bancos privados aprovaram o desconto assistencial enquanto a maioria dos bancários presentes às assembleias do BB e da Caixa rejeitou a contribuição assistencial. Em virtude dos resultados e, como nos anos anteriores a maioria dos bancários de Brasília não manifestou oposição ao desconto assistencial, a diretoria do Sindicato decidiu não fazer o desconto de apenas uma parte da categoria e pedir de todos os bancários uma contribuição espontânea para não prejudicar projetos importantes em andamento nas áreas de formação e saúde.
Para contribuir, em reconhecimento à luta desenvolvida pelo Sindicato, faça um depósito de no mínimo R$ 20 numa das seguintes contas abaixo:
Banco do BrasilAg. 0452-9/39147-6 CaixaAg. 1041/003/156000-0 BRB208600329-8Qualquer dúvida, entre em contato com a Secretaria de Finanças do Sindicato pelo telefone 3262-9050 e/ou pelo e-mail
tesouraria@bancariosdf.com.br.
Rodrigo CoutoDo Seeb Brasília