Banco BRB

27 de Fevereiro de 2026 às 14:25

O Globo, a voz contra o BRB e a favor da destruição dos bancos de fomento

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O editorial do jornal O Globo desta sexta-feira (27), intitulado “Caso Master mostra por que é melhor privatizar o BRB”, segue seus ataques contra o patrimônio público, preservando sua trajetória contrária aos interesses do povo brasileiro, da classe trabalhadora e, agora, do povo de Brasília, sempre para atender aos especuladores, acionistas e magnatas que sustentam o discurso dessa imprensa, que somente quer preservar seus anunciantes e seus lucros.

O editorial, verdadeiro panfleto neoliberal, inicia dizendo que “a liquidação do Banco Master expôs os problemas enfrentados pelo BRB”. Problemas enfrentados? Sim, o problema é real e foi criado pela ação predatória coordenada pelo governador Ibaneis Rocha e seu grupo, que acreditaram que poderiam usar o patrimônio do povo de Brasília como um bem privado a serviço de seus negócios. Toda a ação teve o apoio da grande imprensa, inclusive de O Globo, que defendia a transação, assim como de parlamentares distritais e federais que participaram direta ou indiretamente da articulação que causou o prejuízo bilionário ao BRB. Segundo O Globo, o rombo aconteceu por ser um banco público, e não porque um grupo assaltou a instituição.

Segue o texto do editorial citando a aprovação, pela Câmara Legislativa, da transação com o Master, o que levou ao golpe contra o BRB. Diz que “o negócio foi vetado pelo Banco Central”, como se o problema tivesse sido a não realização da transação com Daniel Vorcaro, e não a descoberta da fraude bilionária.

Se existe a necessidade de um aporte de R$ 6,6 bilhões para equilibrar as contas do BRB, isso se deve ao golpe que a organização criminosa deu no banco. Nada disso o editorial menciona. O jornal apresenta o prejuízo como se não existissem responsáveis pela ação, dando a entender que foi apenas um problema de gestão, e não um golpe. “Ninguém tem ideia de onde virá tanto dinheiro”, afirma. Que os fraudadores paguem, que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados civil e criminalmente. Nada disso o editorial cita.

O Globo apresenta o Fundo Garantidor de Crédito como se ele não tivesse a função de garantir o sistema financeiro. Diz o editorial que o FGC “não é para garantir bancos em apuros”. A criação do FGC, em 1995, devidamente aprovada pelo Conselho Monetário Nacional, tem entre suas finalidades socorrer bancos para garantir o funcionamento do sistema financeiro. “Não teria o menor nexo envolvê-lo em mais uma operação de salvação do BRB”, diz o editorial do jornal, sendo que cabe ao FGC, entre suas funções, cumprir esse papel.

Aponta, ainda, o editorial as soluções apresentadas pelo governo de Ibaneis, destacando que “a transparência dos fundos, recurso desde o início escasso em todo o imbróglio do Master”, exigirá muito tempo para ser executada. A falta de transparência tem sido uma prática comum no sistema financeiro, fortalecida a partir de 2021 com a aprovação da autonomia do Banco Central, que, no lugar de regulamentar e fiscalizar os bancos, passou a ser controlado por eles, em uma inversão de papéis. Por isso, defendemos que o Banco Central volte a integrar o Estado brasileiro e seja democratizado, uma exigência histórica e de segurança nacional.

“Imbróglio do Master”? Nada disso: foi um crime praticado contra o banco, felizmente barrado pelo Banco Central depois de muita pressão do Sindicato dos Bancários de Brasília. Não se pode esquecer que a ação em favor do Banco Master começou durante a gestão de Roberto Campos Neto como presidente do BC, logo após a aprovação da PEC que concedeu autonomia ao Banco Central.

Afirma o editorial que “o melhor seria a classe política aprender com a crise e aproveitar para privatizá-lo”. Esse é o verdadeiro objetivo de O Globo, como porta-voz dos banqueiros que atuam como aves de rapina contra o Sistema Financeiro Nacional, com a finalidade de acabar com os bancos públicos e ter o controle total do sistema financeiro do Brasil.

“A existência do BRB como banco estatal é um anacronismo”, afirma ainda o editorial. Essa é a essência do discurso contrário aos interesses nacionais. Esse veículo de comunicação tem atuado difundindo permanentemente ataques aos bancos públicos para que sejam entregues ao sistema financeiro privado. Ora atacando os bancos, ora atacando os funcionários, mas sempre com a finalidade de abocanhar mais lucros, aprofundar as desigualdades sociais e impedir que o Estado brasileiro tenha um sistema financeiro estatal forte que atue para fomentar o desenvolvimento das pequenas, médias e grandes empresas e do país.

Na década de 1990, o Brasil acompanhou o caso do Banco do Estado do Paraná — Banestado, dilapidado por agentes do sistema financeiro privado, que enviaram para o exterior cerca de US$ 30 bilhões por meio das contas CC-5. Quebraram a instituição para depois vendê-la ao banco Itaú por R$ 1,6 bilhão. O mesmo que estão tentando fazer com o BRB: dilapidam e enfraquecem o banco para depois entregá-lo aos bancos privados.

O BRB tem a história de um banco sólido, que cumpre um papel importante para a economia e a população do Distrito Federal. Com Ibaneis Rocha, essa política financeira mudou, causando a atual situação, com a finalidade de entregar a instituição a bancos privados. Primeiro tentou-se entregar ao Banco Master. Agora, O Globo e as vozes da especulação, da usura e dos ataques aos interesses de Brasília e do povo brasileiro seguem com sua propaganda enganosa, manipuladora e criminosa contra a economia e o sistema financeiro nacional.

Se não existirem condições de fazer com que os responsáveis pelo prejuízo causado ao BRB paguem os bilhões que sacaram em transações criminosas, que o banco siga público e estatal, com o governo federal e os bancos estatais buscando uma saída que garanta a manutenção da instituição e barre a especulação, os ataques e mais um golpe dos bancos privados e de seus porta-vozes, como O Globo, que pretendem privatizar o BRB.

Pedro César Batista
Colaboração para o Sindicato

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