O aditivo ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico do plano de saúde dos empregados e empregadas da Caixa Econômica Federal, o Saúde Caixa, foi oficialmente assinado nesta quarta-feira (31). A assinatura marca o fechamento das negociações entre o banco e a Comissão Executiva dos Empregados (CEE), que assessora a Contraf-CUT e o Comando Nacional dos Bancários. O acordo negociado garante a continuidade do plano em condições que preservam direitos fundamentais da categoria.
“A assinatura do aditivo ao ACT do Saúde Caixa representa não apenas a defesa de um dos mais importantes benefícios da categoria, mas também a vitória da organização e da mobilização coletiva contra aumentos abusivos e retrocessos”, afirmou o secretário-geral da Contraf-CUT, Gustavo Tabatinga.
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O acordo mantém as regras de coparticipação e os limites máximos estabelecidos, como o teto anual de R$ 3.600,00 por grupo familiar e o pacto intergeracional e de mutualismo, pilares que garantem a sustentabilidade solidária do plano.
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Ampliação da abrangência do plano
Foi aprovada a possibilidade de inclusão de filhos até 27 anos como dependentes, ampliando a proteção das famílias dos empregados e empregadas da Caixa.
Acordos complementares de custeio
A partir da assinatura do aditivo, as contribuições patronal e dos empregados incidentes sobre valores pagos em ações judiciais de natureza salarial serão vertidas ao Saúde Caixa, fortalecendo a base financeira do plano sem onerar ainda mais os usuários.
Compromissos para medidas estruturantes em 2026
O banco e a representação dos trabalhadores definiram que, ao longo do ano que vem, serão debatidas medidas estruturantes para garantir sustentabilidade e qualificação do plano, incluindo mesa permanente de negociação, com retomada já prevista para fevereiro.
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Por que essa assinatura é fundamental?
A assinatura do ACT agora consolida um processo que começou com resistência à proposta da Caixa, que queria repassar déficits crescentes aos usuários. Neste caso, os valores a serem pagos pelos usuários poderia sofrer aumentos de até 71% nas mensalidades, conforme proposta original do banco no início das negociações. Com forte mobilização das bases sindicais e participação massiva nas assembleias, a categoria impediu esse reajuste e assegurou proteção à renda dos trabalhadores e trabalhadoras.
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Além disso, os dados apresentados pela Caixa sobre o desempenho financeiro do plano reforçam a importância do acordo: projeções apontam déficit acumulado superior a R$ 560 milhões em 2025, com despesas assistenciais em crescimento expressivo, confirmando que sem o novo ACT os custos seriam repassados aos usuários.
“A luta continua para consolidar avanços estruturais que garantam a sustentabilidade do plano e os direitos dos empregados e empregadas da Caixa ao longo dos anos”, ressaltou o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE), Felipe Pacheco.
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Fonte: Contraf-CUT
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