Caixa Econômica Federal

20 de Fevereiro de 2026 às 12:56

Metas não bastam: Sindicato cobra paridade de gênero no encarreiramento da Caixa

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A desigualdade de gênero no acesso aos cargos de chefia segue sendo um desafio no mundo do trabalho e reflete um problema estrutural da sociedade brasileira. Na Caixa, apesar da existência de políticas internas de diversidade, as mulheres continuam sub-representadas nos postos de liderança, o que demonstra que os avanços ainda são insuficientes para garantir igualdade de oportunidades.

Os dados institucionais confirmam esse cenário. Em 2025, o Plano Nacional de Incentivos (PNI) da Caixa estabeleceu como meta 30% de mulheres na alta gestão da empresa, mas o percentual alcançado foi de 29,25%. No recorte de raça/cor, a meta era 24,6% de pessoas pretas, pardas e indígenas em chefia de unidade, tendo sido alcançado 23,89%. Os números mostram que, mesmo com metas definidas, a desigualdade no acesso aos cargos de decisão persiste.

Para o Sindicato dos Bancários de Brasília, essa realidade deixa claro que a desigualdade de oportunidades não é um problema individual, mas estrutural, que se reproduz também no ambiente corporativo. Enfrentar esse cenário exige medidas concretas, critérios transparentes de encarreiramento e acompanhamento permanente, com participação das entidades representativas dos trabalhadores.

Nesse contexto, o Sindicato participou, no mês de dezembro, de audiência no Ministério Público do Trabalho (MPT) para tratar da paridade de gênero nos processos de encarreiramento interno da Caixa, no âmbito de apurações sobre desigualdade de oportunidades no ambiente de trabalho. O tema é de singular importância, tendo em vista que a desigualdade de oportunidades reflete um problema estrutural da sociedade brasileira, que deve ser combatido com veemência em todas as instâncias, inclusive no âmbito da Caixa.

Novas audiências deverão ser marcadas com o objetivo de buscar uma solução conjunta para eliminar a disparidade entre homens e mulheres no processo de ascensão na carreira, fortalecendo políticas que assegurem igualdade de oportunidades. O Sindicato reforça a importância do cumprimento dos indicadores do PNI definidos pela própria Caixa, para que metas de diversidade se traduzam em mudanças reais no cotidiano de trabalho. Até o final de 2026, os indicadores do PNI preveem: n 32% de mulheres em chefia de unidade; n 35% de pessoas pretas, pardas, indígenas e PcD em posições de gestão.

O Sindicato seguirá acompanhando o tema e cobrando que a igualdade de oportunidades seja uma realidade concreta na Caixa.

Da Redação

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