A Mastercard passou a deter uma participação relevante no capital do Banco de Brasília (BRB) após a execução de garantias vinculadas a dívidas de um acionista do BRB, em operação decorrente de inadimplência. A operação ocorreu no contexto da inadimplência do Will Bank, instituição ligada ao conglomerado do Banco Master e que foi liquidada pelo Banco Central do Brasil.
De acordo com fato relevante divulgado pelo BRB, a execução das garantias resultou na consolidação, em favor da Mastercard, de 33.684.706 ações, equivalentes a 6,93% do capital social total da instituição. Desse total, 11.750.000 ações ordinárias, com direito a voto, representam 3,67% das ações ordinárias do banco, enquanto 21.934.706 ações preferenciais correspondem a 13,21% dessa classe de papéis. O valor de mercado da participação é estimado em aproximadamente R$ 237,4 milhões.
As ações haviam sido oferecidas como garantia em operações vinculadas ao Will Bank e foram executadas após a instituição deixar de honrar suas obrigações financeiras. Segundo dados de formulários de referência protocolados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), essas participações estavam associadas a fundos e empresas ligadas ao conglomerado do Banco Master, como Master Corretora, Reag e WNT.
Em comunicado ao mercado, a Mastercard informou que não pretende manter participação acionária no BRB nem exercer direitos políticos vinculados às ações, destacando que os papéis serão alienados. O BRB, por sua vez, ressaltou que a operação não altera a composição do controle acionário nem a estrutura administrativa da instituição.
O Sindicato dos Bancários de Brasília acompanha os desdobramentos do caso, considerando que a operação ocorre em um momento sensível para a instituição, o que reforça a necessidade de transparência e de acompanhamento permanente por parte dos órgãos de fiscalização.
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Victor Queiroz
Com colaboração para o Sindicato
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