O Janeiro Branco é um convite à reflexão sobre saúde mental, mas para o Sindicato dos Bancários de Brasília essa discussão vai além da conscientização individual. Falar de saúde mental é falar, necessariamente, de condições de trabalho, de metas abusivas, de pressão constante e de modelos de gestão que adoecem.
O adoecimento mental entre bancárias e bancários não é um fenômeno isolado nem resultado de fragilidades pessoais. Ele está diretamente ligado à intensificação do trabalho, à cobrança por resultados inalcançáveis, à insegurança permanente e à falta de autonomia. Por isso, o sindicato entende que cuidar da saúde mental passa por enfrentar as causas estruturais do sofrimento no ambiente de trabalho.
Nesse contexto, o Observatório da Saúde é uma das principais ferramentas de atuação do sindicato. Ele reúne ações, pesquisas e iniciativas da Secretaria de Saúde voltadas ao monitoramento das condições de trabalho e dos impactos na saúde da categoria, com atenção especial aos transtornos mentais, ao estresse crônico e às metas abusivas.
O Observatório atua por meio de estudos e pesquisas, muitas delas em parceria com instituições como a Universidade de Brasília (UnB), para mapear indicadores de adoecimento; promove ações de
defesa e conscientização, como debates, audiências públicas e campanhas; e oferece acolhimento aos trabalhadores, com atendimento psicológico e apoio jurídico nas áreas de saúde e previdência.
Para a diretora do Sindicato dos Bancários de Brasília, Vanessa Sobreira, o debate precisa ser permanente: “O Janeiro Branco é mais um momento de visibilidade para uma pauta que o sindicato acompanha e enfrenta de forma permanente, ao lado da categoria.”
Os bancários e bancárias que precisarem de orientação, acolhimento ou apoio podem entrar em contato com o Observatório da Saúde pelo WhatsApp da Secretaria de Saúde do sindicato: (61) 99801-1141.
Victor Queiroz
Com colaboração para o Sindicato
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