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18 de Maio de 2011 às 17:30

II Marcha contra Homofobia reivindica fim da discriminação e igualdade de direitos

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A Esplanada dos Ministérios foi tomada nesta quarta-feira 18 por cerca de 3 mil pessoas, segundos os organizadores, na II Marcha Nacional contra Homofobia. A Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), sindicatos, entre os quais o dos Bancários de Brasília, e outras entidades participaram da passeata que pediu o fim da discriminação contra os homossexuais e igualdade plena de direitos.


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“O Sindicato comparece ao ato para dar o seu apoio à causa dos homossexuais, uma vez que nossa luta é contra todo tipo de discriminação”, diz Rosane Alaby, diretora do Sindicato e integrante da CGROS (Comissão de Gênero, Raça e Orientação Sexual) da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).


A transexual Thathiane Araújo, 32 anos, é ativista dos direitos dos homossexuais e diz que a batalha é para que essas pessoas não sejam mais vítimas de discriminação. Ela assumiu a homossexualidade aos 16 anos e com 18 fez a primeira cirurgia para mudança de sexo. “Queremos a aprovação do Projeto de Lei Complementar nº 122, que criminaliza a homofobia, o direito ao casamento (civil) e o de alterar o prenome nos documentos para aquele que adotamos socialmente, entre outros direitos”, ressalta Thathiane, que é secretária de Direitos Humanos da ABGLT.


Gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais e demais participantes marcharam da Catedral até o Supremo Tribunal Federal, com gritos de ordem como “STF já abalou pela vitória do amor” e “Fora homofobia, homofobia fora, fora homofobia já chegou a sua hora”. 


Alguns parlamentares comparecerem à marcha para manifestar o seu apoio apoiar e afirmaram que estão unidos pela aprovação PLC Nº 122. “Movimentos como esse são importantes para a dignidade humana. Daí por que precisamos lutar contra a discriminação”, afirmou o deputado federal Vicentinho (PT-SP). “Já foi uma vitória o reconhecimento pelo STF (Supremo Tribunal Federal) da união estável para casais do mesmo sexo, agora precisamos avançar pela igualdade plena de direitos”, completou Erika Kokay, deputada federal (PT-DF). 


Outros eventos foram promovidos pela ABGLT, dentro da programação do mês em que se comemora o Dia Mundial de Combate à Homofobia (17 de maio).


Thaís Rohrer
Do Seeb Brasília

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