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27 de Janeiro de 2026 às 17:05

Fragmentos da segmentação do sistema financeiro nacional

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O Sistema Financeiro Nacional (SFN) passa por transformações profundas e constantes. Iniciamos este diálogo com a afirmação de que esse ecossistema, além de altamente tecnológico, encontra-se totalmente fragmentado. Mas o que isso tem a ver com você? Este movimento atinge todos os atores do setor, especialmente os trabalhadores. É visível a substituição de postos de trabalho bancários por outras categorias profissionais que, no entanto, não usufruem das mesmas garantias e direitos trabalhistas.

De um lado, as instituições financeiras alegam que a necessidade de redução de custos e a mudança no comportamento do cliente impõem essa transição. Do outro, a precarização avança e a insegurança aumenta — algo constatado pelo crescimento exponencial de fraudes e golpes. Atualmente, menos de 10% das operações financeiras são realizadas de forma física; contudo, as taxas bancárias permanecem elevadas e seguem em trajetória de alta.

Como representante dos trabalhadores, observo que essas mudanças têm beneficiado apenas um lado do negócio: o das empresas. Nosso objetivo é buscar o equilíbrio, promovendo uma relação em que todos ganhem. Compreendemos as transformações do mercado, especialmente no ramo financeiro, mas nosso papel vai além da defesa do direito trabalhista estrito; trata-se de buscar um ecossistema benéfico a todos os envolvidos. É fundamental garantir a trabalhadores e clientes a efetivação de seus direitos, visto que são as partes mais vulneráveis dessa relação.

O excesso de fragmentação pode até sugerir benefícios de especialização, mas, na prática, a segmentação desordenada precariza e corrói as relações:

* Trabalhadores: Segmentados, possuem menos garantias laborais, remuneração desigual e são submetidos a metas irreais.

* Clientes: Sofrem com a falta de segurança no crédito e maior exposição a golpes.

* Sociedade: As instituições atuam com liberdade para aplicar taxas exorbitantes ao consumidor final, sem limitadores eficazes, o que aprofunda o endividamento da população.

Por isso, lutamos cotidianamente por um SFN mais acessível, justo e equilibrado. Garantir direitos é mais do que uma obrigação do movimento sindical bancário; é uma meta essencial para o projeto de país que queremos construir.

Talita Régia da Silva é secretária de Organização do Ramo Financeiro da Federações dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Centro-Norte (Fetec-CUT/CN)

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