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13 de Fevereiro de 2026 às 18:30

Filmes para entender as lutas da classe trabalhadora e elevar a consciência de classe - parte 2

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O Sindicato apresenta o bloco 2, com cinco filmes que apresentam as ações impostas pela política neoliberal, com o uso da tecnologia para aumentar a extração do lucro sobre o trabalho.

Importante assistir, se possível, em grupos, realizando o debate após a sessão, resgatando as experiências das lutas e buscando entender os mecanismos impostos pelo sistema para manter o controle econômico e a dominação política, ideológica e cultural.

A seleção é do historiador e professor da Faculdade de Educação da UERJ, Helder Molina.

1) PRIVATIZAÇÕES, A DISTOPIA DO CAPITAL (2016) – 56 minutos.

Ao denunciar a quebradeira do Estado nos anos 1990, o documentário mostra de que forma o Brasil perdeu elementos fundamentais da sua soberania ao transferir para o setor privado internacional uma parte essencial e simbólica do patrimônio coletivo brasileiro. Cerca de 15% do PIB do país passou do setor público para o privado, seguindo uma lógica em que o Estado seria a razão dos problemas do país e o grande adversário da eficiência econômica. O filme relembra o papel ativo do Estado no processo de industrialização do país, investindo em obras de infraestrutura, e o surgimento do neoliberalismo nos anos 1980, com duras críticas ao Estado desenvolvimentista e uma propaganda feroz sobre as vantagens do mercado. Privatizações indica que o programa de desestatização não configurou um Estado mínimo ou ausente, mas submetido às exigências do mercado e redefinido em função do processo de acumulação do capital. Dentro dessa lógica, moradia, transporte, educação e saúde são tratados como mercadoria em uma engrenagem onde o beneficiário é o sistema financeiro.

2) O FUTURO É NOSSO (2023) – 129 minutos

O filme, dirigido por Silvio Tendler, lançado em 26 de junho 2023, deixa claro que os ataques ao sindicalismo têm como alvo principal a organização da classe trabalhadora na luta contra o capitalismo, que utiliza a tecnologia para aprofundar a exploração do trabalho.

O documentário tem depoimentos que atestam as conquistas na luta da classe trabalhadora e os ataques contra o sindicalismo. Entre os depoimentos, estão o do cineasta britânico Ken Loach, que abordou a questão da precarização do trabalho em seu filme “Você Não Estava Aqui”, e do professor português Boaventura de Sousa Santos, diretor do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra.

As gravações começaram no início da pandemia de Covid-19 e a finalização foi realizada logo após a posse do presidente Lula para o seu terceiro mandato. “É a nossa aposta em um futuro melhor para os trabalhadores”, diz Tendler na apresentação do documentário.

3) O HOMEM QUE VIROU SUCO (1981) - 134 minutos.

"É a história de todo nordestino, o cara que chega em São Paulo, trabalha, luta, e acaba passando fome e vira suco de laranja." O filme "O Homem que virou suco" de João Batista de Andrade, é daqueles que mudam sua opinião sobre arte e sobre a vida. Conta a história de Deraldo, imigrante nordestino que luta para sobreviver na metrópole paulista com sua poesia e seus cordéis. A trama começa quando em outro extremo da capital um operário de uma multinacional mata seu patrão na festa em que recebe o título de operário padrão. A partir daí a história se desdobra em uma epopeia que conta a luta de Deraldo para fugir da polícia e sobreviver diante de tantas dificuldades e preconceitos sobre sua pessoa. O filme é uma homenagem e uma denúncia a todo preconceito velado sobre o povo nordestino. O filme mostra a dureza desse povo, que mesmo diante de tanta dificuldade resiste, que mesmo diante de tanta opressão luta para manter suas memórias e raízes. Em meio a poesia, lágrimas e suor, Deraldo resiste, sua história é uma homenagem a todos que sofreram e ainda sofrem na luta por uma vida digna.

4) VIDA ALÉM DO TRABALHO (2024) – 114 minutos.

Em 2023, mais de 33 milhões de brasileiros e brasileiras trabalhavam sob jornadas de 44 horas, a maioria absoluta submetida ao regime 6x1. O filme mergulha nessa realidade para expor uma das faces mais cruéis do mercado de trabalho: a exaustiva escala que só permite um dia descanso. As câmeras capturam histórias reais de trabalhadoras e trabalhadores que veem suas vidas pessoais, familiares e de lazer sofrerem consequências desse modelo de exploração – o cansaço perpétuo, a dificuldade de acesso à educação e cultura, e o esgarçamento dos laços afetivos. O filme conta com as participações da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), que discute a batalha política pela redução da jornada de trabalho; do professor Ricardo Antunes (Unicamp), um dos maiores sociólogos do trabalho do país, que contextualiza historicamente a luta pelos direitos laborais; e de Luma Vitório (MST/Coordenação do Plebiscito Popular), que convoca toda a sociedade a se mobilizar. Mais do que trazer uma denúncia, "Vida Além do Trabalho" é um convite urgente à reflexão e à ação. O filme conclui com o chamado para que o público participe do Plebiscito Popular, que segue até 7 de setembro, pleiteando não apenas o fim da escala 6x1, mas a defesa de um projeto de país mais justo e solidário, onde a vida valha mais que o lucro.

5) A UBERIZAÇÃO DO TRABALHO (2019) – 60 minutos

O trabalho mediado por aplicativos e plataformas digitais cresce no mundo todo. Mas o avanço da chamada "gig economy", também conhecido no Brasil por "uberização", vem despertando debates sobre a precarização e a intensificação do trabalho numa sociedade cada vez mais conectada.

Confira aqui o bloco 1.

Da Redação

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