Foi realizado no Instituto de Biologia do Campus Darcy Ribeiro, da UnB, nos dias 5 e 6 de março, o I Colóquio Internacional Psicanálise e Crítica Social do Trabalho, sob a coordenação da professora Ana Magnólia Mendes, com a participação de pesquisadores, pesquisadoras e representantes de entidades públicas, sindicais e acadêmicas para discutir as relações entre trabalho, sofrimento psíquico e as estruturas sociais que produzem violência institucional.
Com uma intensa programação, ocorreram conferências, mesas-redondas com debates e lançamentos de livros. O colóquio teve como objetivo debater os impactos subjetivos do trabalho contemporâneo e os caminhos possíveis para o cuidado com a saúde psíquica dos trabalhadores.
Na conferência de abertura, foi debatido o tema “Discurso Neoliberal e seus Mitos: de que trabalho falamos?”. O professor da UnB Emílio Peres Facas tratou da narrativa que prioriza a lógica do mercado, flexibiliza as relações trabalhistas, retira direitos e responsabiliza o trabalhador pelo sucesso ou fracasso profissional, o que causa grandes distorções sociais e individuais, com elevado número de adoecimentos.
A professora Ana Magnólia Mendes proferiu a conferência “Trabalho Subversivo do Desejo”, tratando das contradições entre os indivíduos e a estrutura burocrática das instituições de mercado. A professora também lançou o livro Basta Super Eu!!!, pela Editora Circuitos.
O I Colóquio Internacional Psicanálise e Crítica Social do Trabalho contou com a participação do secretário de Saúde da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Centro Norte (Fetec-CUT/CN), Wadson Boaventura.
A programação contou com conferências, mesas-redondas e lançamentos de livros para promover reflexões sobre os impactos subjetivos do trabalho contemporâneo e os caminhos possíveis para o cuidado com a saúde psíquica dos trabalhadores.

Da Redação
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