As empregadas e os empregados da Caixa entram em greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira 10 de setembro. E para que a mobilização tenha força e alcance seus objetivos, é fundamental a adesão e a participação ativa de cada trabalhadora e cada trabalhador.
A paralisação foi aprovada democraticamente pela ampla maioria da categoria em assembleia nos dias 3 e 4. A decisão coletiva deve ser respeitada e transformada em mobilização nos locais de trabalho, com unidade, organização e disposição para a luta.
Por isso, além de aderir à greve, o Sindicato convoca a todas e todos a participarem dos comitês de esclarecimento, locais fundamentais para dialogar com os colegas e com a população, explicar os motivos da paralisação e ampliar o apoio ao movimento.
Quanto maior for a participação da categoria, maior será a pressão sobre a direção da Caixa para que apresente uma proposta decente para o Saúde Caixa, e que valorize as empregadas e os empregados e atenda às demais reivindicações. Somente com união e atuação coletiva será possível avançar nas negociações e sair vitorioso.
Cada adesão fortalece a greve. Cada trabalhadora e trabalhador presente nos comitês amplia a mobilização. É hora de mostrar a força do funcionalismo da Caixa na defesa de seus direitos.
Nesta quinta-feira (10), faça a sua parte. Você na greve é 10!
ORIENTAÇÕES PARA A GREVE
A Constituição Federal e a Lei de Greve (Lei nº 7.783/1989) garantem o direito de greve. Para que a mobilização seja forte e efetiva, o Sindicato orienta toda a categoria:
- A greve é de todos. É fundamental que cada bancária e cada bancário faça a sua parte para que a categoria alcance seus objetivos.
- Não trabalhe durante a paralisação. Não bata ponto, não atenda clientes, não execute tarefas, não resolva pendências e não trabalhe remotamente. Paralisação significa parar de verdade.
- Não aceite convocações para trabalhar durante a greve. Caso seja convidado a trabalhar, registre a mensagem, com data e horário, e encaminhe ao Sindicato.
- Denuncie assédio moral, ameaças ou qualquer tipo de coação para furar a greve, trabalhar em outro local ou acessar os sistemas remotamente.
- Não trabalhe de casa. O trabalho remoto durante a paralisação enfraquece a mobilização e desrespeita o esforço dos colegas que estão participando da greve.
- Confie somente nas informações oficiais do Sindicato. Os bancos poderão tentar confundir ou desmobilizar a categoria.
- Em caso de presença da polícia ou de oficial de Justiça na agência, mantenha a calma e evite confronto. Solicite a identificação do oficial de Justiça, leia integralmente o documento apresentado, anote os dados e comunique imediatamente o coordenador e o Sindicato.
- Converse com os colegas sobre a importância da unidade da categoria e incentive a participação nas manifestações e atividades organizadas pelo Sindicato.
- Dialogue com os clientes, explicando os motivos da paralisação e os problemas enfrentados pela categoria, sempre buscando prestar os esclarecimentos necessários.
- Permaneça no comitê de esclarecimento pelo menos até as 16h.
- Participe das atividades, reuniões e assembleias convocadas pelo Sindicato. Esses espaços são fundamentais para avaliar a mobilização e definir os próximos passos da luta.
- Tenha sempre à mão os telefones do Sindicato: 3262-9000 e 3262-9090.
- Ponto, falta e abono: o ponto poderá ser abonado ou não. Eventuais faltas serão posteriormente discutidas com os bancos para fins de abono ou compensação. Neste momento, o fundamental é garantir a ampla adesão à paralisação.
- O dia é para incomodar: A mobilização tem justamente o objetivo de pressionar os banqueiros, provocando desgaste e problemas operacionais. Essas consequências fazem parte da estratégia de luta da categoria. As questões relacionadas ao dia de paralisação serão tratadas posteriormente.
- O mais importante é parar de verdade: não trabalhar, não bater ponto, não atender, não executar tarefas, não resolver problemas, não trabalhar remotamente.
Da Redação