
O Sindicato realizou na manhã desta quarta-feira (7) mais um protesto em frente à sede do Banco Central, em Brasília. O ato ocorreu no mesmo dia em que o Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne para definir a nova taxa básica de juros (Selic), que pode atingir o maior nível dos últimos 20 anos, chegando a 14,75% ao ano.
O protesto teve como objetivo denunciar os efeitos nocivos da política de juros altos, que prejudica principalmente a população mais pobre e beneficia apenas os grandes rentistas e especuladores financeiros.
“Nós estamos aqui hoje em frente ao Banco Central, fazendo um ato pela redução dos juros. A redução dos juros é questão de emprego, cidadania e dignidade da população brasileira. Não podemos admitir esses juros que estão sendo aplicados hoje no Brasil, porque só se está satisfazendo os banqueiros”, afirmou Samantha Sousa, diretora do Sindicato.
O Brasil atualmente pratica uma das maiores taxas de juros reais do mundo, numa política que compromete o crescimento econômico, inibe o consumo, freia investimentos produtivos e agrava o endividamento das famílias, que enfrentam dificuldades cada vez maiores para acessar crédito e realizar conquistas como a casa própria.
Paulo Vinícius, diretor do Sindicato, também reforçou o impacto direto na vida da classe trabalhadora. “O Sindicato, a Central Única dos Trabalhadores e a CTB realizam nesta manhã mais uma tribuna popular durante a reunião do Copom, que decide a taxa de juros. Trabalhador e trabalhadora, os juros que o Copom aumenta são os que vão cobrar no seu empréstimo lá na frente, no cartão de crédito, que vão aumentar o endividamento e, ao mesmo tempo, são os juros que vão dar dinheiro aos mais ricos do país. É preciso baixar a taxa de juros. Menos juros, mais empregos”, frisou.
Rafael Saldanha, diretor da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Centro-Norte (Fetec-CUT/CN), ressaltou que a política de juros altos é herança da gestão anterior e de uma independência do Banco Central que, segundo ele, se traduz na prática em subordinação aos interesses do sistema financeiro. "Essa política impede conquistas sociais como o acesso à moradia e penaliza o consumo cotidiano da população, enquanto assegura lucros bilionários ao mercado financeiro".



















Da Redação
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