Enquanto as mesas de negociação da Campanha Nacional dos Bancários 2026 seguem em andamento, o Sindicato voltou às ruas, nesta quinta-feira (16), para dialogar com a categoria e com a população sobre os impactos do fechamento de agências, das metas abusivas e da redução do quadro de pessoal nos bancos.
A mobilização reforçou reivindicações como mais contratações, aumento real, melhores condições de trabalho, saúde, igualdade de oportunidades, manutenção dos empregos e defesa de um atendimento de qualidade à população.
No Sede III do Banco do Brasil, os dirigentes entregaram o jornal Espelho DF, com informações sobre a campanha e as pautas específicas do banco. Nos demais locais, a mobilização contou com a distribuição do Jornal do Cliente, voltado ao diálogo com a sociedade sobre problemas que afetam trabalhadores e usuários do sistema financeiro.
Para o diretor da Contraf-CUT/CN Jeferson Meira, o Jefão, a presença do Sindicato nos locais de trabalho é fundamental para fortalecer a pressão sobre os bancos e ampliar a participação da categoria. “O bancário não aguenta mais. Estamos em mesa de negociação cobrando aumento real, saúde, melhores condições de trabalho e qualidade de vida. Assim como está, os colegas estão adoecendo, e agora é hora de luta”, afirmou.
A mobilização também chamou bancárias e bancários a acompanharem de perto cada etapa da campanha. Além da atuação das entidades nas mesas de negociação, o Sindicato reforça que a participação da categoria nas atividades de base é decisiva para garantir avanços.
Os dirigentes destacaram a necessidade de defender o papel público e social da instituição, além de cobrar soluções para a redução do quadro de pessoal. “A falta de empregados compromete o atendimento nas agências e aumenta o sofrimento do trabalhadores. Defender mais contratações é defender melhores condições de trabalho e um Banco do Brasil mais forte para a sociedade”, destacou Gleide Oliveira, dirigente do Sindicato.
Lucros x demissões
Nos demais bancos, o diálogo com clientes e trabalhadores reforçou a cobrança pelo fim do fechamento de agências, pelo combate às metas abusivas e pela valorização dos empregados. Diretora do Sindicato, Elis Regina criticou a lógica de altos lucros do setor financeiro em contraste com a piora no atendimento e nas condições de trabalho. “O setor financeiro é o setor que mais rende no país, está sempre lucrando. Não é justo que a população pague um alto preço por conta da ganância dos banqueiros”, afirmou.
Também durante as atividades, o diretor do Sindicato Sandro Oliveira ressaltou que a campanha envolve bancários de todos os segmentos, públicos e privados, com reivindicações como manutenção dos empregos, igualdade de oportunidades, mais benefícios e melhores condições de trabalho.
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Victor Queiroz
Colaboração para o Sindicato
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