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31 de Março de 2026 às 17:18

Ditadura nunca mais: Sindicato promove memória e reflexão com estudantes no Teatro

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Na semana em que o Brasil relembra o golpe cívico-militar de 1964, o Sindicato recebe estudantes de escolas públicas no Teatro dos Bancários para sessões exclusivas da peça Prisioneiro 12.207, iniciativa voltada à preservação da memória e à reflexão sobre a ditadura.

Ambientada no período que sucede o golpe, a peça retrata o Brasil mergulhado em uma longa noite de terror. Durante 21 anos, o país viveu sob um regime autoritário que restringiu direitos políticos, censurou a imprensa e perseguiu, prendeu e torturou milhares de brasileiros. No palco, a narrativa expõe as violações sistemáticas de direitos humanos e resgata a dimensão humana das vítimas da repressão.

Mais do que revisitar o passado, Prisioneiro 12.207 também se apresenta como um tributo àqueles que resistiram à ditadura, muitos dos quais deram a própria vida pela liberdade e tiveram suas histórias apagadas ou silenciadas. A iniciativa busca, sobretudo, dialogar com as novas gerações, reforçando a importância de conhecer a história para que os erros do passado não se repitam.

Revista Extratos

A ditadura também é tema de uma edição especial da Revista Extratos, lançada pelo Sindicato no marco dos 60 anos do golpe. A publicação traz como recorte a luta de bancários e bancárias no pós-1964, revelando um cenário de repressão que atingiu diretamente a categoria. Os textos reconstituem um período marcado por prisões, torturas e mortes, resultado da ação de civis e militares que tomaram o poder à força e instauraram um regime de exceção no país.

Lançada em dezembro de 2024, a revista foi distribuída a entidades sindicais em todo o Brasil e a bibliotecas públicas, ampliando o acesso à memória histórica e fortalecendo o compromisso com a verdade.

Ao promover iniciativas que resgatam esse passado, o Sindicato reafirma seu compromisso com a preservação da memória da ditadura, uma tarefa coletiva e permanente. Conhecer essa história é essencial não apenas para honrar aqueles que resistiram, mas para garantir que a democracia seja continuamente defendida e que nunca mais se repitam os horrores de um regime autoritário.

Da Redação

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