Itaú Unibanco

17 de Março de 2026 às 18:57

Dia Nacional de Luta no Itaú contra demissões, fechamento de agências e adoecimento

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Bancárias e bancários em todo o Brasil realizaram nesta terça-feira (17) o Dia Nacional de Luta no Itaú, denunciando os impactos da reestruturação promovida pelo banco, que tem reduzido postos de trabalho e fechado agências mesmo diante de resultados financeiros expressivos.

Enquanto o Itaú amplia sua base de clientes e mantém alta lucratividade, segue promovendo cortes na estrutura e no quadro de pessoal, com impactos diretos no atendimento à população e nas condições de trabalho dos bancários.

Durante o dia de mobilização, dirigentes do Sindicato e da Fetec-CUT/CN estiveram em todo o país dialogando com a população e denunciando os impactos dessa política, que atinge trabalhadores e clientes.

Em 2025, o Itaú encerrou o ano com mais de 82 mil empregados no Brasil, após eliminar milhares de postos de trabalho ao longo do período. No mesmo intervalo, centenas de agências físicas foram fechadas, ao mesmo tempo em que a base de clientes ultrapassou a marca de 100 milhões.

Essa política tem aprofundado a precarização do atendimento bancário. Com menos unidades em funcionamento, clientes são obrigados a se deslocar para agências mais distantes, que passam a operar com sobrecarga, filas extensas e dificuldade para atender a demanda.

Sandro Oliveira, diretor do Sindicato, destaca que a realidade nas agências tem se tornado cada vez mais crítica. “A redução do quadro de funcionários e o fechamento de unidades estão sobrecarregando quem permanece. O bancário está trabalhando sob pressão constante, com metas cada vez mais agressivas e sem estrutura adequada para atender a população.”

A realidade dentro das unidades também se agrava. A redução de equipes e o aumento da pressão por metas têm impactado diretamente a saúde dos trabalhadores, com crescimento dos casos de adoecimento psicológico, ansiedade, depressão e burnout.

Mesmo diante desse cenário, bancários relatam falta de acolhimento por parte do banco, além de práticas consideradas abusivas, como a convocação de trabalhadores afastados para avaliações médicas internas e a pressão durante períodos de tratamento de saúde.

Outro efeito da reestruturação é o avanço acelerado do modelo digital, que reduz custos para o banco, mas não substitui o atendimento humano. Para a categoria, a tecnologia deve ser uma ferramenta de apoio, e não um instrumento para excluir clientes e precarizar o serviço bancário.

Para Washington Henrique, diretor da Fetec-CUT/CN, o modelo adotado pelo banco aprofunda desigualdades e compromete o papel social do sistema financeiro. “Não é aceitável que um banco que lucra bilhões continue reduzindo empregos e fechando agências. Essa lógica prejudica trabalhadores, piora o atendimento e exclui parte da população do acesso aos serviços bancários”, afirma.

Victor Queiroz
Colaboração para o Sindicato

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