Uma nova onda de demissões promovida pelo Bradesco em todo o país tem impactado bancários e bancárias e acendido o alerta do movimento sindical em Brasília. Diante do avanço dos cortes e do fechamento de agências, o Sindicato vem intensificando ações de denúncia e mobilização para defender o emprego, a saúde dos trabalhadores e a qualidade do atendimento à população.
No Distrito Federal, o Sindicato já realizou ações simbólicas e de forte impacto em agências do Bradesco em regiões como Ceilândia Centro e Taguatinga Centro, com a instalação do chamado “Portal do Inferno”. A intervenção denunciou o cenário enfrentado por trabalhadores e clientes: sobrecarga de funções, filas intermináveis, metas abusivas e condições de trabalho cada vez mais precárias. As ações integraram mobilizações da categoria em defesa do emprego e do atendimento bancário digno.
Durante essas iniciativas, dirigentes sindicais dialogaram com bancários e com a população, chamando atenção para os efeitos concretos da política de reestruturação do banco. Para o secretário-geral do Sindicato, Raimundo Dantas, a mobilização responde a uma situação que se repete em diferentes regiões do país. “Essa luta é fundamental para garantir condições dignas de trabalho e atendimento de qualidade para os clientes. O Bradesco precisa ouvir e respeitar seus trabalhadores”, afirmou.
Embora manifestações também tenham ocorrido em outros estados, como Rio de Janeiro e Bahia, o Sindicato destaca que a realidade vivida no Distrito Federal reflete um problema estrutural da política adotada pelo banco. Em nível nacional, entidades sindicais denunciam que as demissões e o fechamento de unidades avançam mesmo em um cenário de lucros elevados, aprofundando a sobrecarga de trabalho e comprometendo o atendimento presencial.
O banco costuma justificar essas medidas com base no crescimento dos serviços digitais. No entanto, o Sindicato alerta que a digitalização não pode servir de pretexto para eliminar postos de trabalho nem para excluir milhões de clientes que ainda dependem do atendimento presencial, especialmente idosos e moradores de regiões com menor acesso à tecnologia.
Em Brasília, o Sindicato segue em diálogo permanente com os trabalhadores do Bradesco para mapear os impactos locais da reestruturação e reforça que a defesa do emprego, da saúde dos bancários e do atendimento digno à população seguirá como prioridade, com novas ações e mobilizações sempre que necessário.
A reportagem entrou em contato com o Bradesco por meio de sua assessoria de imprensa e aguarda posicionamento oficial sobre as demissões, o fechamento de agências e as denúncias feitas pelo movimento sindical.
Victor Queiroz
Colaboração para o Sindicato
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