O Sindicato participou, nesta terça-feira (5), do seminário nacional “Financeirização, Sistema da Dívida e seus Reflexos”, realizado na Câmara Federal pela Auditoria Cidadã da Dívida em conjunto com a Frente Parlamentar sobre o Limite de Juros e Auditoria Integral com Participação Social. O encontro reuniu parlamentares, pesquisadores, economistas, dirigentes sindicais e representantes de movimentos sociais para debater os impactos do sistema financeiro sobre a economia e sobre a vida da classe trabalhadora.
A mediação do seminário foi conduzida pelo jornalista Beto Almeida, que destacou a importância do debate sobre soberania nacional, controle do orçamento público e os impactos da financeirização na economia brasileira. Ao longo da atividade, foram discutidos temas como o sistema da dívida, a atuação do Banco Central, o avanço da lógica rentista e os reflexos das fraudes envolvendo o Banco Master sobre trabalhadores, aposentados e fundos públicos.
Entre os palestrantes estiveram a coordenadora nacional da Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lúcia Fatorelli; o professor Miguel Bruno, economista e pesquisador da UFRJ; o historiador e professor Matias Luce, da UFRJ, além da deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS), coordenadora da Frente Parlamentar sobre o Limite de Juros e Auditoria Integral com Participação Social.
Representando o Sindicato dos Bancários de Brasília, a diretora Samantha Sousa participou do debate e chamou atenção para os impactos concretos da financeirização no cotidiano da população e dos trabalhadores do sistema financeiro. Para ela, o debate ultrapassa os limites da economia e precisa ser compreendido como uma discussão sobre direitos sociais, orçamento público e condições de vida da classe trabalhadora.
Samantha Sousa destacou ainda que episódios recentes envolvendo o sistema financeiro evidenciam a necessidade de mecanismos de fiscalização mais rigorosos, transparentes e independentes. Segundo a dirigente, a fragilidade dos processos de controle e supervisão contribui para a repetição de práticas que acabam transferindo prejuízos à sociedade, especialmente à classe trabalhadora. Ela defendeu o fortalecimento da governança institucional e de instrumentos capazes de prevenir irregularidades e ampliar a transparência no setor financeiro.
O seminário trouxe ainda reflexões sobre o avanço da desregulamentação financeira, o crescimento da lógica especulativa sobre a economia real, o endividamento das famílias e os efeitos da alta taxa de juros no desenvolvimento do país. Durante as exposições, os participantes defenderam maior controle social sobre o sistema financeiro, transparência nas contas públicas e mecanismos de auditoria da dívida pública.
Ao longo do encontro, também foram feitas críticas à utilização de recursos públicos para socorrer instituições financeiras privadas, além de alertas sobre os riscos da transferência dos custos das crises financeiras para a população trabalhadora. O caso envolvendo o Banco Master apareceu como um dos principais exemplos debatidos durante o seminário.
Para o Sindicato, a participação em espaços como esse reforça a necessidade de aprofundar o debate sobre o papel do sistema financeiro, os impactos da financeirização e a defesa de políticas econômicas que priorizem o desenvolvimento social, a valorização do trabalho e a soberania nacional.
Assista ao seminário na íntegra:
Victor Queiroz
Colaboração para o Sindicato
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