Caixa Econômica Federal

10 de Junho de 2020 às 17:11

Contraf-CUT cobra manutenção do Projeto Remoto na Caixa e diz que não é hora de cobrar metas

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A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), assessorada pela Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa), enviou ofício à Caixa, nesta quarta-feira (10), para pedir o agendamento de reunião da Mesa Permanente de Negociações, por videoconferência.

O principal tema da pauta será a prorrogação do projeto teletrabalho enquanto perdurar a pandemia do novo coronavírus (Covid-19). O Projeto Remoto é um dos principais itens do protocolo de atuação de gestores e empregados. A medida, construída em conjunto com as entidades e o movimento sindical, é essencial para promover a saúde e defender a vida dos empregados e da população durante a pandemia.

Cobrança de metas em meio à pandemia

Outro ponto da pauta de reivindicações é a postura do banco público de cobrar metas dos empregados em plena pandemia de coronavírus (Covid-19) e enquanto acontece o pagamento do Auxílio Emergencial.

Para a representante da Contraf-CUT nas negociações com a Caixa, Fabiana Uehara, a postura do banco contraria os compromissos firmados pelo banco público, desde o início da pandemia.

Em março, a direção da Caixa havia se comprometido a suspender a cobrança de metas durante a pandemia de coronavírus. Já no começo de abril, em documento, a vice-presidência de Varejo havia afirmado que “nenhuma unidade ou empregado terá impacto na sua carreira em razão dos resultados observados enquanto durar esta fase de confinamento”. Depois, no início de maio, havia comunicado a suspensão da GDP.

“Gerentes têm chegado nas unidades antes das 7h, os empregados passam o dia todo gerando token para pagamento de auxílio emergencial, como os colegas vão cumprir as metas?”, questionou Fabiana, que também é diretora do Sindicato.

Medidas de segurança

Ao mesmo tempo em que volta com a cobrança das metas, a Caixa também relaxa as medidas de segurança relacionadas à saúde de seus empregados, expondo-os a riscos desnecessários como o retorno de vários trabalhadores de áreas-meio que estavam em sistema de teletrabalho. Além dessas mudanças há um descuido também da saúde dos colaboradores, seja pelas empresas terceirizadas seja pela Caixa, que é corresponsável.

Fabiana Uehara avalia que a atualização dos protocolos contra a Covid-19 feita pela Caixa é um retrocesso, expõe os empregados a mais riscos de contaminação quando, por exemplo, restringe a quarentena em sete dias corridos apenas àqueles que tiveram contato direto com o empregado com confirmação de Covid-19.

“Há de se considerar que esse tempo de afastamento é pouco (antes a quarentena era de até 14 dias), dada as recomendações de órgãos de saúde. E ainda o colega pode ser vetor de transmissão quando do retorno. Sem contar que outros empregados podem não ter tido contato direto com o empregado confirmado, mas isso não quer dizer que não tenham se contaminado em decorrência de usar os mesmos ambientes da agência/unidade”, conclui Fabiana.

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