Caixa Econômica Federal

28 de Setembro de 2026 às 16:09

“Contra a palhaçada da Caixa”: empregados cobram respeito no 19º dia de greve

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A indignação com a direção da Caixa ganhou o tom do protesto realizado nesta segunda-feira (28), em frente ao Matriz I. No 19º dia de greve, empregadas e empregados participaram do ato “Contra a palhaçada da Caixa”, organizado pelo Sindicato para cobrar respeito e defender os direitos da categoria às vésperas do julgamento do dissídio coletivo pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).

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Com linguagem circense, a atividade reuniu os trabalhadores em torno de uma cobrança séria, que é o tratamento dispensado a quem sustenta o funcionamento do banco. “O ato é lúdico, mas a indignação é muito séria. Usamos o humor para denunciar o desrespeito da direção da Caixa e mostrar que os empregados continuam mobilizados”, afirma Rhafael Torres, diretor do Sindicato.

A crítica também alcançou a distância entre o discurso da gestão e suas atitudes durante a campanha. Para o diretor do Sindicato Guilherme Simões, a promessa de colocar as pessoas em primeiro lugar esbarra no tratamento dado aos empregados. “Uma total falta de respeito com os seus empregados”, resumiu, ao criticar a judicialização do conflito e os riscos que vê para os direitos conquistados pela categoria.

Com a palavra de ordem “Fora, Carlos Vieira e Amorim”, o protesto dirigiu a cobrança à gestão do banco. O Saúde Caixa permanece no centro dessa insatisfação, pelo impacto de seu custeio sobre o orçamento e o acesso à assistência dos trabalhadores e de suas famílias.

“É lamentável que a Caixa não tenha apresentado uma proposta decente para seus empregados. A palhaçada que denunciamos aqui é tratar a nossa saúde e os nossos direitos como se fossem algo de que podemos abrir mão”, afirma Elis Regina, diretora do Sindicato.

A presença no ato também reafirmou a decisão da assembleia de 21 de setembro, quando 58,68% dos participantes em Brasília rejeitaram a proposta e mantiveram a greve por tempo indeterminado. Para Antonio Abdan, dirigente do Sindicato, essa decisão precisa continuar amparada pela participação dos colegas. “Este ato mostra que a categoria segue mobilizada. O julgamento marcado não significa que a greve acabou. Precisamos continuar juntos e sustentar a decisão que tomamos coletivamente.”

Nesta terça-feira (29), a mobilização prossegue com uma vigília em frente ao Matriz I, a partir das 14h. Um telão transmitirá o julgamento do dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST), previsto para as 14h30. O Sindicato convida as empregadas e os empregados a comparecerem para acompanhar o julgamento e as orientações à categoria.

Da Redação

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