O banco apresentou suas iniciativas voltadas à diversidade, com foco em ações de letramento, formação e comunicação. Os dirigentes sindicais, no entanto, cobraram maior acesso dos trabalhadores às ferramentas e materiais disponibilizados pela empresa, de forma a ampliar o conhecimento, estimular o debate e possibilitar melhorias nos programas existentes.
Os representantes dos trabalhadores reivindicaram ainda a apresentação de dados detalhados relacionados à questão racial. A COE cobrou mais transparência, especialmente quanto à quantidade de empregados negros e à distribuição desses trabalhadores nos diferentes cargos e áreas da empresa.
A coordenadora da COE do Santander, Wanessa Queiroz, lembrou que a mesa de Igualdade de Oportunidades existe há mais de duas décadas e segue sendo um espaço fundamental de negociação. “Ao longo desses mais de 20 anos, sempre buscamos debater a ampliação das contratações e a melhoria das condições de trabalho para homens e mulheres. Apesar dos programas de diversidade, ainda há uma disparidade significativa na igualdade salarial: mulheres negras ganham menos que mulheres brancas, mulheres brancas ganham menos que homens e homens negros recebem menos que homens brancos. Essa é uma realidade que seguimos denunciando nas campanhas”, afirmou Wanessa.
Como encaminhamento, ficou o compromisso do banco de retomar a mesa de diversidade após o fechamento e a ampla divulgação do Censo Diversidade 2025.
Na segunda pauta da reunião, foi tratado o tema da segurança bancária. O Santander apresentou dados referentes a 2025 e informou que não houve registros de sequestros no período. Segundo o banco, os casos de roubo registrados ocorreram, em sua maioria, na modalidade qualificada, geralmente durante a madrugada.
Ainda de acordo com as informações apresentadas, 100% dos funcionários passaram por capacitação na área de segurança, e houve uma redução de 99% nas perdas relacionadas a ocorrências.
“A segurança bancária não se limita à proteção de prédios, numerário e equipamentos. Ela envolve, sobretudo, a preservação de vidas, a segurança dos dados e a proteção de clientes e funcionários. A vida é o maior bem e o banco precisa assumir essa responsabilidade com zelo e compromisso permanente. Ainda que os crimes e assaltos ocorram durante a madrugada, essas situações geram insegurança e evidenciam fragilidades nos sistemas de proteção. Por isso, é fundamental prezar pela segurança das pessoas, clientes e trabalhadores, assim como pela integridade das informações e dos dados”, afirmou Eliza Espindola.
Da redação com Contraf-CUT
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