Banco BRB

25 de Agosto de 2026 às 11:36

Caso Master: acionistas autorizam BRB a buscar responsabilização de ex-administradores

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Os acionistas do BRB aprovaram, nesta segunda-feira (24), autorização para que a instituição adote medidas de responsabilidade civil contra ex-administradores que venham a ser identificados como responsáveis por prejuízos relacionados às operações com o Banco Master e empresas ligadas à Reag. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral Extraordinária virtual.

A autorização não antecipa responsabilidades nem define quem poderá ser processado. Prevista no artigo 159 da Lei das Sociedades por Ações, a medida permite que o BRB recorra à Justiça para buscar o ressarcimento dos danos. Será necessário, porém, identificar os responsáveis e comprovar a relação entre suas condutas e as perdas do banco.

Investigação alcança antiga direção

A deliberação ocorre enquanto a Polícia Federal amplia as apurações sobre as operações entre o BRB e o Master. Na semana passada, a PF pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) mais 60 dias para concluir o inquérito. O pedido está sob análise do ministro André Mendonça.

As investigações apontaram suspeitas envolvendo outros integrantes da antiga direção do BRB. A PF pretende ouvir membros da diretoria colegiada que participaram da aprovação das operações financeiras com o Master. Os nomes não foram divulgados.

O inquérito apura a aquisição, pelo BRB, de aproximadamente R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito com indícios de irregularidades, falta de lastro e problemas documentais. As transações estão entre os alvos da Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro de 2025.

O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa foi preso em abril, sob suspeita de participação nas irregularidades investigadas. Ele nega. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) também mantém procedimentos relacionados ao Master, à Reag e a outras entidades envolvidas.

Sindicato acompanha o caso desde o início

Proteger o BRB exige apurar os fatos, recuperar os recursos e responsabilizar quem tenha causado prejuízos à instituição. Trabalhadores, clientes e a população do Distrito Federal não podem ser penalizados por decisões das quais não participaram.

Essa posição orienta a atuação do Sindicato desde as primeiras movimentações envolvendo o Master. Da tentativa de compra do banco às discussões sobre os prejuízos, a capitalização e o futuro do BRB, a entidade tem acompanhado cada etapa, alertado para os riscos e cobrado transparência das autoridades e das administrações envolvidas.

A autorização aprovada pelos acionistas é um passo importante, mas seu resultado dependerá da conclusão das investigações e das medidas judiciais cabíveis. O Sindicato seguirá acompanhando o caso para que a responsabilização alcance quem tomou ou permitiu as decisões investigadas, sem transferir o custo da crise aos funcionários e à sociedade.

Da Redação

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