O Sindicato intensificou a mobilização da Campanha Nacional 2026 com visitas a agências de Ceilândia, Samambaia e Taguatinga nesta quarta-feira (22). Dirigentes visitaram os locais de trabalho para dialogar com bancárias e bancários sobre as negociações com a Fenaban e denunciar à população sobre os impactos do fechamento de agências, da redução dos quadros e da precarização do atendimento bancário.
Além de conversar com os trabalhadores, os dirigentes distribuíram materiais informativos que chamavam a atenção dos clientes para as consequências da diminuição da rede física de atendimento. "Estamos em mais um dia de campanha, visitando as agências para conversar com a categoria e informar a população sobre o fechamento de unidades que vem ocorrendo em Brasília e em todo o país", afirmou Samantha Sousa, diretora do Sindicato.
Durante a mobilização, dirigentes destacaram que o fechamento de locais de trabalho produz reflexos tanto para quem trabalha quanto para quem utiliza os serviços bancários. Amarildo Carvalho, diretor da Fetec-CUT/CN, disse que a redução da rede cria dificuldades para funcionários e clientes, enquanto José Anilton, também diretor da Federação, reforçou que a manutenção das unidades no Distrito Federal é fundamental diante dos lucros crescentes do sistema financeiro e da ausência de avanços nas negociações com a Fenaban.
A saúde da categoria também esteve no centro das conversas. José Anilton criticou o contraste entre os resultados obtidos pelos bancos e as condições enfrentadas pelos trabalhadores. Na mesma linha, o diretor da Fetec-CUT/CN José Garcia denunciou que as instituições financeiras continuam minimizando os efeitos da pressão por metas e da sobrecarga sobre os bancários.
"Eles chegam a tratar de forma irônica a situação da saúde da categoria, mas nós temos pesquisas e estudos que mostram que muitos bancários continuam trabalhando doentes", alertou Garcia.
Pressão total para renovar a CCT
Os dirigentes também lembraram que a data-base da categoria é 1º de setembro e que a antecipação das negociações busca garantir a renovação da Convenção Coletiva antes do término de sua vigência. Segundo o dirigente do Sindicato Paulo Frazão, concluir esse processo antecipadamente é fundamental para evitar insegurança quanto à manutenção dos direitos conquistados.
Caso os bancos mantenham a resistência às reivindicações apresentadas pela categoria, a mobilização poderá ser ampliada. "Estamos mais uma vez nas agências para alertar os clientes sobre o que está acontecendo. Se os banqueiros continuarem intransigentes, a categoria poderá ampliar a mobilização e até parar", afirmou José Garcia.
Para o diretor do Sindicato Humberto Almeida, a presença constante nas agências fortalece a organização dos trabalhadores e aproxima a sociedade da realidade vivida pela categoria. "Continuaremos lutando para que essa situação seja resolvida. Não abriremos mão da defesa de mais qualidade de vida para os bancários e para a sociedade. Somos feitos de luta e de esperança", destacou.
Da Redação
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