A direção do Sindicato dos Bancários de Brasília, na noite da última quinta-feira (17), realizou uma longa reunião de avaliação do movimento das empregadas e empregados da Caixa neste ano.
A mobilização, que começou no início do ano com reuniões nos locais de trabalho, com a realização dos Congressos Distritais da Caixa e dos Bancários, da Conferência Regional dos Bancários do Centro-Norte, do Conecef e da Conferência Nacional dos Bancários, construiu a minuta de reivindicações e estratégia de organização das empregadas e empregados da Caixa.
O processo negocial que teve seu início na segunda quinzena de junho debateu toda minuta de reivindicações e sempre pautou como assunto prioritário o Saúde Caixa. As mesas de negociações foram tensas, tendo vários momentos de impasse entre a Caixa e o Sindicato dos Bancários de Brasília.
A proposta apresentada pela Caixa, no final de agosto, foi considerada pela direção do Sindicato insuficiente e, naquele momento, a entidade sindical orientou rejeição e greve. O movimento grevista começou no dia 10 de setembro e arrancou nova proposta da Caixa na madrugada da última quinta-feira (17).
A nova proposta estará sendo submetida a avaliação das empregadas e empregados de todo país nesta segunda (21). Na avaliação da direção do Sindicato, embora a proposta não seja a ideal, é necessário compreender que ela mantém princípios basilares do Saúde Caixa como a solidariedade, mutualismo e pacto intrageracional, questões relevantes que a Caixa tentou retirar durante o processo negocial.
Além disso, é necessário avaliar com muita responsabilidade e compromisso o momento de entrar em greve e de sair dela. Precisamos fazer a avaliação sobre os riscos e possíveis ganhos de suspender ou continuar em greve. Para a direção do Sindicato, após longa avaliação séria e responsável, foi definida a posição que se continuar com a greve o risco de perder direitos históricos conquistados durante décadas de lutas é muito grande, principalmente se o movimento grevista for ajuizado no TST.
Sendo assim, por toda luta realizada, pelos avanços conquistados com a histórica greve de 2026 e pela garantia dos direitos das empregadas e empregados da Caixa clausulados nos Acordos e Convenção Coletiva, a direção do Sindicato dos Bancários de Brasília defende aprovação da última proposta apresentada pela Caixa Econômica Federal.
Diretoria do Sindicato dos Bancários de Brasília
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