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26 de Janeiro de 2017 às 20:16

Cabe a Sartori decidir sobre a privatização do Banrisul, diz Padilha

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Ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha afirma que a venda do Banrisul é uma decisão que compete ao governador José Ivo Sartori. Envolvido na negociação da recuperação fiscal do RS com o Ministério da Fazenda, o ministro define o banco e a Corsan como "joias da coroa". 

Em entrevista a Zero Hora, Padilha explica que os números da ajuda federal ao Estado vão depender do valor dos ativos que serão repassados à União em forma de garantia para empréstimos bancários. Confira os principais trechos da conversa:

O senhor tem opinião sobre a venda do Banrisul e Corsan?

Não, não tenho. Isso é o Estado e a população do Rio Grande do Sul que vão analisar. Se quer resolver o problema da dívida do Estado ou não, é um juízo que compete à população.

O governador José Ivo Sartori coloca à disposição da União a CRM, Sulgás e CEEE. São ativos que interessam o governo federal?

Estes ativos tem que ter um valor diretamente proporcional ao que o governo do Rio Grande do Sul procura buscar como financiamento. Apenas para que seja bem compreendido: esses ativos vêm para garantir ao governo federal de que nos empréstimos em que ele será avalista, ele vai dar garantia de que o credor vai receber. É um empréstimo buscado pelo Estado junto ao sistema financeiro. Ele vai buscar um empréstimo no banco e, com esse dinheiro, ele vai cuidar da sua vida, e se ele não pagar o banco, tem esses ativos para garantir. Porque o governo federal, na medida em que entra como avalista, ele tem que pagar se o Estado não pagar.

São ativos interessantes?

O Rio Grande do Sul tem algumas joias da coroa. O Banco do Estado do Rio Grande do Sul é joia da coroa, a Corsan é joia da coroa, e os demais são ativos que o Estado já coloca à disposição de forma quase natural.

Que vai ser o valor da recuperação fiscal do Rio Grande do Sul?

O governador Sartori deixou claro ontem (quarta-feira) que ele estava trabalhando com déficit no seu período de governo de R$ 8 bilhões. Se nós formos trabalhar esse número, 8 bilhões, e suspendermos a dívida, o pagamento da dívida por três anos, até o final do governo Sartori há plenas condições de governabilidade.

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Fonte: Zero Hora


 

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