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10 de Agosto de 2026 às 14:27

Bancários na defesa do fim da escala 6x1

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O Sindicato dos Bancários de Brasília participou nesta segunda-feira (10) do ato pelo fim da escala 6x1, sem redução salarial, que exigiu que o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, coloque em votação a PEC 221/2019. A mobilização nacional foi convocada pela CUT e demais centrais sindicais, devido ao fim do recesso parlamentar. Sua realização, em Brasília, em frente à sede da CNI (Confederação Nacional da Indústria), reuniu dezenas de trabalhadores e trabalhadoras e denunciou a pressão patronal contra esse direito da classe trabalhadora, que fará novos atos nos dias 12 e 13, em frente ao Anexo II do Senado Federal.

Para o presidente da Contracs (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Comércio e Serviços), Julimar Roberto, “se o Alcolumbre não colocar em votação a PEC 221/2019, as centrais sindicais serão obrigadas a chamar uma paralisação em nível nacional”.

A PEC 221/2019 foi aprovada na Câmara dos Deputados em 27 de maio passado. Desde então, encontra-se parada nas gavetas do Senado Federal por decisão do seu presidente.

O ex-presidente do Sindicato dos Bancários Jacy Afonso fez um relato das históricas lutas da categoria bancária, que conquistou a jornada de 30 horas semanais. “Agora estamos em luta para conquistar o fim da jornada 6x1, por isso seguiremos mobilizados e cobrando o presidente do Senado”, disse Jacy Afonso.

Para Ivan Amarante, diretor do Sindicato dos Bancários, “a escravidão já acabou; os trabalhadores têm o direito de viver além do trabalho. Não importa a categoria, o Sindicato dos Bancários está sempre ao lado da classe trabalhadora. Por isso defendemos o fim da jornada 6x1”, afirmou.

A realização do ato em frente à CNI foi definida, conforme esclareceu o presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues, “para denunciar a pressão feita pelos empregadores para que a pauta do fim da jornada 6x1 não seja votada no Senado”. O presidente da CUT destacou a importância da pressão sobre as entidades patronais, assim como afirmou que “estaremos nos dias 12 e 13 no Senado para exigir que o senador Alcolumbre coloque em pauta esse direito da classe trabalhadora”.

Para o secretário-geral do Sindicom-DF, Carlos Henrique, “é o momento de conquistar a dignidade para o trabalhador, acabando com a jornada 60x1”. Ele denunciou que, no Senado Federal, “quando tem uma pauta de interesse do andar de cima, o presidente do Senado é rápido, mas, para os trabalhadores, demonstra desinteresse e sabota”.

O dirigente da Contraf-CUT Jeferson Meira, o Jefão, reafirmou a solidariedade de classe e destacou as lutas históricas. “A classe trabalhadora sempre esteve à frente na luta pelos direitos, por isso os bancários estão solidários na luta pelo fim da jornada 6x1”.

Antônio Abdan Teixeira, diretor do Sindicato, destacou a necessidade de uma jornada semanal de “no máximo 40 horas, para os trabalhadores poderem ficar um tempo maior em casa”.

Vanessa Sobreira, secretária de Saúde do Sindicato, falou do adoecimento que a classe trabalhadora enfrenta devido à imposição de uma jornada cruel. “Uma semana exaustiva, quando o trabalhador tem apenas um dia com sua família.” Vanessa destacou ainda que a jornada 5x2 melhora a produtividade.

A secretária-geral do Sindicato, Elis Regina, afirmou que a presença da entidade no ato nacional pelo fim da jornada 6x1 é parte do compromisso da categoria com a classe trabalhadora. “Os trabalhadores merecem o direito ao descanso.” A dirigente lembrou ainda que “os trabalhadores produzem a riqueza do país, portanto merecem uma pausa para cuidar da saúde e dar atenção à família”.

O Sindicato estará presente nas manifestações nos dias 12 e 13 de agosto, em frente ao Anexo II do Senado Federal. Por isso, a presença do maior número de pessoas é fundamental para pressionar o presidente do Senado a atender essa demanda justa e necessária para a classe trabalhadora brasileira.

> Acesse o link napressao.org.br e clique em pressionar

Da Redação

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