
Bancários, professores, servidores públicos, trabalhadores rurais, rodoviários, vigilantes, financiários e tantas outras categorias se concentraram em frente ao Banco Central nesta terça-feira (26) em um forte ato pela redução dos juros e regulamentação do sistema financeiro.
A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e demais centrais sindicais do país organizaram a atividade e uniram forças com objetivo de pressionar pelo fortalecimento da economia sem o aumento dos juros, de forma a beneficiar os setores produtivos, com geração de emprego e renda.
“Temos que colocar a classe trabalhadora nas ruas para mostrar quando o governo está errado, e vemos que agora é esse o momento. É um equívoco o aumento dos juros com a justificativa de conter a inflação. Essa não é a melhor maneira de levar a economia do país. A política de redução de juros deve continuar, assim como a presidente Dilma fez na época da crise mundial e segurou a economia brasileira com estímulo de consumo interno e políticas de mais crédito”, afirmou o presidente da CUT Nacional, Vagner Freitas.
“Não é um ato só dos bancários. Vivemos um momento importante de combatividade dos trabalhadores contra o aumento dos juros, que será extremamente prejudicial para a sociedade. Esse aumento poderá trazer consequências irreparáveis, com a diminuição de investimento de recursos na área de educação e saúde”, completa Carlos Cordeiro, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).
O ato também cobrou a realização da Conferência Nacional do Sistema Financeiro, a regulamentação do sistema financeiro e o arquivamento dos PLs 4330 e 87, que, se aprovados, precarizarão as condições de trabalho.
“O Banco Central tem autonomia de fazer a política de juros e regulamentar o sistema financeiro, e essa situação de auto-regulamentação sem a participação dos trabalhadores tem gerado várias fraudes, como a dos correspondentes bancários”, afirma Eduardo Araújo, presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília.
Os trabalhadores, em especial os bancários, cobraram a participação de representantes eleitos dos trabalhadores e dos empresários no Conselho Monetário Nacional (CMN). O órgão tem papel fundamental na política monetária do país.
Thaís Rohrer
Do Seeb Brasília
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