

Em audiência pública realizada pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado, na segunda-feira (23), representantes do governo e de associações ligadas à comunicação debateram problemas relacionados à comunicação pública e os direitos humanos na TV aberta e por assinatura, no Canal da Cidadania e na banda larga.
Paulo Miranda, presidente da Associação Brasileira de Canais Comunitários (Abccom), questionou qual seria a participação das tv’s comunitárias no modelo digital e na banda larga. “É urgente a construção de uma plataforma digital de comunicação comunitária no Brasil, para que esse serviço sirva realmente à sociedade brasileira.”
“O papel da TV Comunitária é de aumentar o direito a comunicação. Nesse sentido, mais de 400 crianças e adolescentes já passaram pelo projeto ‘Escola de Mídia’, da TV Comunitária de Brasília, que recebe o apoio do Sindicato dos Bancários de Brasília”, completou.
“Precisamos manter os canais comunitários existentes e implantar novos canais em todo o país. A TV Comunitária exerce um serviço de extrema importância para democratizar a comunicação no Brasil”, afirmou o presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília, Eduardo Araújo.
Fórum Abccom 2015
A audiência fez parte da programação do Fórum da Abccom 2015 “TVs públicas em primeiro lugar”, criado para discutir políticas para os canais comunitários, universitários e públicos. O evento teve diversas atividades acontecendo concomitantemente no Congresso Nacional, Palácio do Planalto e sede da Associação Brasileira de Canais Comunitários (Abccom), nos dias 23 e 24 de novembro.
Outro evento de destaque do Fórum foi o lançamento, no dia 24, da Frente Parlamentar de Defesa das TVs Comunitárias, momento em que foi entregue o projeto de lei sobre Política Nacional de Mídia Comunitária, que visa a criação de um fundo para as TVs públicas.
Rosane Alves
Do Seeb Brasília