Ao longo do dia 12 de março foram realizadas atividades que marcaram o início das comemorações do centenário de Fidel Castro, que completaria 100 anos em 13 de agosto. Houve exposições de fotos, teatro, música, poesia e um ato político com a participação do embaixador de Cuba, Victor Cairo, além da intervenção de outros embaixadores e militantes de movimentos sociais.
As atividades iniciaram com o Borda Luta, que realizou oficinas de bordado. Em seguida, aconteceu o monólogo A Aurora, com Julie Wentzel, sobre a campanha de alfabetização realizada em Cuba, em 1961. Vieram depois as apresentações culturais do Grupo Accordi, Muralha Antifascista, Lucy e Fabiano Trompetista; declamaram poesias Idalmis Blooks, Noelia Ribeiro, José Soter e Pedro Batista. Durante todo o dia, foi realizada uma exposição de fotos de Fidel Castro.
O presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília, Eduardo Araújo, anfitrião da atividade, destacou a força do exemplo e do pensamento de Fidel e agradeceu por ter sido escolhida a sede do sindicato para iniciar tão significativa atividade.
Manifestaram-se ainda os embaixadores da Venezuela, Manuel Vadel; do Saara Ocidental, Ahamed Mulay; e o adido cultural do Irã, Ali Reza Mirjarlili. O educador Pedro Pontual fez uma explanação sobre a educação em Cuba e o método de Paulo Freire, sintetizado no projeto “Sí, yo puedo”, aplicado em dezenas de países.
Falaram em solidariedade a Cuba representantes da Nescuba/UnB, UNE, Via Campesina e Borda Luta (mulheres). Frei Betto enviou um vídeo saudando a atividade e resgatando sua convivência com Fidel.
O embaixador do Irã, Abdollah Nekounam Ghadirli, e o conselheiro da embaixada de Moçambique, André Suleimane, acompanharam as atividades.
O embaixador de Cuba, Victor Cairo, realizou uma conferência sobre Fidel Castro, lembrou vários momentos da vida do líder revolucionário na condução das profundas transformações realizadas em Cuba e destacou a solidariedade e o humanismo praticados pela revolução.
No encerramento, foram divulgadas as campanhas de solidariedade com Cuba que estão ocorrendo nacionalmente para conseguir placas solares, medicamentos e alimentos, além de cobrar que o Governo Federal e a Petrobras enviem petróleo para Cuba.
O ato foi organizado pelo Nescuba/UnB, Comitê Anti-imperialista General Abreu e Lima, AdUnB, Sindicato dos Bancários de Brasília, TV Comunitária, Ubes, UNE, PT, CUT, CEBRAPAZ, AAARAUI, UP, PCO, MST, FNL, Unipop, PSB, PC do B, CTB, Ibraspal, Borda Luta, Rede Lular, Levante, MTD, MAB, UJC, PCB, Internacional Antifascista, CMP, CDR-I, UJS, MNLM, SEPLA e PSOL.
28ª Convenção Nacional de Solidariedade com Cuba
Em junho de 2027, acontecerá, em Brasília, a 28ª Convenção Nacional de Solidariedade com Cuba e as Causas Justas, quando ocorrerão painéis, atividades culturais e o fortalecimento dos laços de amizade entre Brasil e Cuba.
Quem foi Fidel Castro?
Relembrar a vida de Fidel Castro no atual momento histórico é como um farol na escuridão em tempos em que o fascismo, o sionismo e o nazismo realizam inúmeros ataques à soberania de vários povos no mundo.
Inspirado em José Martí, Fidel Castro transformou Cuba radicalmente a partir da Revolução de 1º de janeiro de 1959. Fez a reforma agrária, incluindo as terras de sua família, zerou o analfabetismo e desenvolveu um elevado nível científico e social. Cuba alcançou um dos menores índices de mortalidade infantil do mundo, tornou-se um dos países mais seguros e passou a atuar com ações solidárias nas áreas de saúde, engenharia, educação e em outras áreas em mais de 100 países. Nenhum outro país praticou tanta solidariedade entre os povos como Cuba, graças aos ensinamentos de Fidel.
Com a derrota dos EUA, em 19 de abril de 1961, que organizaram e financiaram a invasão em Playa Girón, iniciou-se o mais longo e cruel bloqueio contra um povo. Há 65 anos, os EUA seguem atacando Cuba. Com Donald Trump, foi imposto um cerco marítimo para impedir a chegada de petróleo à ilha. Sem energia, não funcionam os transportes, os equipamentos médicos, a conservação de alimentos, os aviões, a coleta de lixo etc. Trump tenta impor a destruição e o caos de forma ainda mais covarde e vil.
O presidente dos EUA está aplicando o que foi denominado por ele de Corolário Trump, uma versão da Doutrina Monroe, na qual considera “a América para os americanos”, sintetizado no slogan "Make America Great Again" (MAGA – Torne a América Grande de Novo), posição colonizadora e imperialista contra os povos da América Latina e do Caribe.
Por isso, neste momento, resgatar a força do pensamento e os exemplos deixados por Fidel Castro tem grande importância para todos os povos.
Pedro César Batista
Colaboração para o Sindicato
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