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6 de Março de 2026 às 17:01

Ato do 8 de Março convoca mulheres à luta contra o feminicídio e por direitos

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O Distrito Federal recebe neste domingo (8) mais uma edição do ato unificado do Dia Internacional de Luta das Mulheres, que reunirá movimentos feministas, entidades sindicais e organizações da sociedade civil em defesa da vida das mulheres e pela ampliação de direitos. A mobilização terá início às 13h, com concentração na Funarte, e seguirá em marcha às 15h, do estacionamento do Espaço Ibero-Americano até o Palácio do Buriti, sede do Governo do Distrito Federal.

Neste ano, o ato tem como tema “Pela vida das mulheres: basta de feminicídio” e integra a jornada nacional de mobilizações do 8 de Março organizada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e por movimentos feministas em todo o país.

A jornada de lutas ocorre em um cenário preocupante. No Brasil, quatro mulheres são vítimas de feminicídio por dia, realidade que evidencia a gravidade da violência de gênero e reforça a necessidade de ampliar políticas públicas de proteção e enfrentamento a esse tipo de crime.

No Distrito Federal, os dados também acendem alerta. Em 2025, 28 mulheres foram vítimas de feminicídio, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP-DF). No mesmo ano, de janeiro a junho, foram registrados mais de 11 mil casos de violência doméstica, número que representa aumento de 9,4% em relação ao mesmo período de 2024.

Com o mote “Pelo direito à vida, por maior representação política, em defesa da soberania dos povos e pelo fim da escala 6x1”, as mobilizações deste ano também destacam a necessidade de enfrentar as desigualdades que atingem especialmente as mulheres trabalhadoras, em particular negras, periféricas, indígenas e do campo.

Em manifesto divulgado para orientar a mobilização, o Coletivo da Mulher Trabalhadora da CUT ressalta que o 8 de Março é um momento de memória e resistência das mulheres que, ao longo da história, enfrentaram jornadas exaustivas de trabalho, desigualdade salarial e diversas formas de violência para conquistar direitos e reconhecimento.

O documento também chama atenção para a importância de fortalecer políticas públicas voltadas ao enfrentamento da violência de gênero. Nesse sentido, a CUT destaca o Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, iniciativa que busca integrar ações do Executivo, do Legislativo e do Judiciário para ampliar a proteção às mulheres e garantir a responsabilização de agressores.

Para o movimento sindical e os coletivos de mulheres, o combate à violência também passa pela garantia de direitos no mundo do trabalho. A precarização das relações de trabalho, a desigualdade salarial e a sobrecarga do trabalho doméstico e de cuidados, que recai majoritariamente sobre as mulheres, contribuem para ampliar situações de vulnerabilidade.

Programação

A programação do ato contará com rodas de conversa, oficina de cartazes, apresentações culturais e intervenções de movimentos sociais.

Entre as atividades culturais previstas estão apresentações de Martinha do Coco, Guerreiras de Batuque, além de performances do Levante Feminista Contra o Feminicídio e das Fanfarrilheiras.

Victor Queiroz
Colaboração para o Sindicato

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