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24 de Maio de 2011 às 23:43

Abrace comemora 25 anos com Caminhada Contra o Câncer

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Uma caminhada no Eixão no último domingo (22) marcou a comemoração do aniversário de 25 anos da Abrace (Associação Brasileira de Assistência às Famílias de Crianças Portadoras de Câncer e Hemopatias). Cerca de duas mil pessoas se reuniram para marchar contra o câncer e celebrar as vitórias já conquistadas em todos esses anos de trabalho da Associação. No evento foram arrecadados 2.285,70 kg de alimentos não perecíveis.

 

O governador do DF, Agnelo Queiroz, a presidente da Abrace, Ilda Peliz, e a técnica do Departamento de Atenção Especializada do Ministério da Saúde, Maria Inez Gadelha, participaram da solenidade de abertura e aproveitaram a oportunidade para anunciar a inauguração do Hospital da Criança no segundo semestre deste ano. A expectativa é que o número de atendimentos chegue a 315 mil entre consultas e cirurgias.


Segundo o governador Agnelo Queiroz, o projeto que está sendo desenvolvido é para proporcionar atendimento humanizado e direcionado exclusivamente a crianças. “O que está sendo preparado é um ambiente com carinho, atenção, equipamentos de última geração e profissionais altamente qualificados”, disse. “É uma conquista de muita importância não só para as crianças, mas para toda a população. Essa é apenas uma das lutas que estamos travando em defesa da criança”, destacou.


Para a presidente da Abrace, Ilda Peliz, as expectativas para o hospital que será inaugurado é que aumente o número de casos de diagnóstico precoce e, ao mesmo tempo, reduza o de pacientes que abandonam o tratamento. “O câncer é muito cruel, difícil e demorado e muitas famílias não têm condições de dar prosseguimento ao tratamento. Trabalhamos para que consigam ir até o fim e para que haja sucesso na terapia”, explica Ilda.


A preocupação com o diagnóstico precoce é explicado por Maria Inez Gadelha, do Ministério da Saúde. Segundo ela, o Ministério prevê, somente para 2011, 500 mil novos casos de câncer. “As pessoas têm essa ilusão de que estão protegidas pela classe social, pelos planos de saúde. Isso não existe. Câncer não escolhe conta bancária, não escolhe sexo, nem idade, nem nada. Esse número é assustador e nós precisamos lutar contra isso”, alertou Gadelha.


O presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília, Rodrigo Britto, diz que os eventos realizados pela Abrace são importantes também para dar visibilidade à Associação. “Dessa forma a população pode conhecer os projetos e perceber que podem ajudar muito, assim como a categoria bancária tem feito nos últimos anos”, explicou.


O Sindicato visitou, ainda em 2010, as obras do que será o Hospital da Criança e já ‘adotou’ um dia para promover atividades culturais semanais dentro do espaço que será criado para esse fim. “Nós esperamos com ansiedade que esse projeto se concretize, pois essa mesma promessa já foi feita por outros governantes, mas nunca saiu do papel”, diz Britto.


Caminhada pela vida

 

A Caminhada Contra o Câncer foi abraçada por toda a população. Crianças que estavam dando os primeiros passos, adolescentes e idosos participaram do movimento ao lado de quem já superou e outros que ainda estão passando pelo tratamento contra o câncer.


Eduardo Alcanfor, 9 anos, foi com a mãe, a professora Sílvia Alcanfor. Ela explica que a decisão de levar o filho para participar da caminhada é uma forma de demonstrar compromisso com toda a sociedade e solidariedade às pessoas vítimas do câncer. “As crianças precisam crescer sabendo ser humanas”, disse Sílvia.


O casal Ailde Bodens e Emiler Bodens, 75 e 78 anos, se uniram aos dois filhos e quatro netos para participar da programação. Segundo eles, a maior herança que se pode deixar para as crianças é o respeito e amor ao próximo. “Apoiar entidades como a Abrace é uma das formas de ajudar quem está lutando por aquilo que temos de mais precioso, a vida, e é importante que elas (as crianças) cresçam sabendo que isso deve ser feito”, disse Ailde.


Também participaram da caminhada pessoas que ainda estão passando pelo tratamento. É o caso de Jéssica  Sena dos Santos. A menina, de apenas 10 anos, já está nas últimas etapas do tratamento contra a leucemia. A doença foi diagnosticada em novembro passado e chegou a atacar 90% das células do corpo e agora são inexistentes graças ao diagnóstico em tempo e ao tratamento. Para quem está passando pela mesma situação, Daniele, mãe de Jéssica, diz que não se pode perder a fé. “Isso é tudo. Não perder a fé, ter uma família unida e jamais duvidar de que dá para superar é muito importante e nós somos testemunhas de que isso é possível”, diz, emocionada.

Pricilla Beine
Do Seeb Brasília

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