Com o mote 'Pelos bancários e pelo Brasil', a abertura da 28ª Conferência Nacional dos Bancários, realizada na noite desta sexta-feira (19), em São Paulo, marcou oficialmente o início da etapa nacional de construção da Campanha Nacional dos Bancários 2026. O encontro reúne até o domingo (21) delegados e delegadas de todo o país para debater e consolidar as propostas que irão compor a minuta nacional de reivindicações da categoria.
Antes do início das saudações e debates, foi realizada a leitura do manifesto de tolerância zero à violência e ao assédio da Contraf-CUT, reafirmando o compromisso do movimento sindical com o respeito, a igualdade e a proteção dos trabalhadores.
“É nesta Conferência que consolidaremos, em uma única minuta, aquilo que foi debatido nos congressos e encontros regionais, que aconteceram país afora”, afirmou o diretor Antonio Abdan logo após a solenidade de abertura, destacando que a Conferência é o espaço responsável por unificar as discussões realizadas nos congressos e encontros regionais promovidos nos estados ao longo dos últimos meses.
Segundo o dirigente, a Conferência representa o ponto de convergência de um amplo processo democrático de construção coletiva da pauta da categoria, reunindo contribuições apresentadas pelos trabalhadores em suas bases e também os resultados da Consulta Nacional dos Bancários.
“Na Conferência reunimos representantes de todos os sindicatos da base da Contraf e os debates que acontecerem aqui nortearão nossa campanha. Aquilo que foi acumulado nos debates que aconteceram nas unidades e também o que veio das informações que retiramos da consulta nacional resultarão em propostas que esperamos traduzam com fidelidade o sentimento e os anseios da categoria”, ressaltou.
A abertura foi marcada por discursos que apontaram os desafios da campanha salarial deste ano. A presidenta da Contraf-CUT e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira, destacou que a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), a busca por aumento real dos salários e melhores condições de trabalho estarão entre os principais temas das negociações.
Para a presidenta da Contraf-CUT e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira, a categoria terá grandes desafios pela frente em 2026. “Temos uma luta corporativa, que é renovar nossa Convenção Coletiva de Trabalho e os acordos específicos. Os bancários querem aumento real, querem uma PLR maior. Esse é o nosso papel e vamos travar essa luta. Mas podemos fazer o melhor acordo coletivo do país, com 85% das cláusulas acima da lei. Se não discutirmos o Brasil e não reelegermos o presidente Lula, se elegermos um presidente fascista, nossas conquistas estarão em risco”, afirmou.
“Então, temos duas grandes tarefas neste ano. E a principal é impedir que o Brasil retroceda. Por isso, o lema desta conferência é ‘Pelos bancários e pelo Brasil’. Não lutar pelo Brasil é não lutar pelos bancários”, completou.
Além das pautas econômicas, dirigentes sindicais e representantes de entidades nacionais enfatizaram a necessidade de fortalecer a mobilização da categoria diante das transformações provocadas pela digitalização do sistema financeiro, pelos impactos da inteligência artificial no emprego bancário e pelos desafios relacionados à saúde mental dos trabalhadores.
Para Antonio Abdan, a participação da categoria será decisiva para fortalecer as reivindicações que sairão da Conferência e orientarão a Campanha Nacional 2026.
“Por isso, conclamamos a você bancário e bancária deste país, em especial de Brasília, que nos acompanhe através de nossos canais, para saberem o que acontece aqui. O sucesso de nossa campanha depende do engajamento de toda a categoria”, concluiu.
Ao longo do fim de semana, os delegados e delegadas irão debater e aprovar as prioridades que nortearão a Campanha Nacional dos Bancários 2026, reforçando a unidade da categoria em defesa dos direitos, da valorização do trabalho bancário e do fortalecimento da organização sindical.
Da Redação
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