Sindicato serve cachorro-quente na Matriz I em protesto contra ‘cachorrada do governo’

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Sindicato serve cachorro-quente na Matriz I em protesto contra ‘cachorrada do governo’ Destaque

Sindicato serve cachorro-quente na Matriz I em protesto contra ‘cachorrada do governo’

Foi servindo cachorro-quente para os empregados do Matriz I da Caixa na hora do almoço desta quinta-feira (9) que o Sindicato mandou seu recado e disse um NÃO em alto e bom tom à “cachorrada do governo” e que não vai medir esforços para defender esse que é um dos maiores patrimônios do povo brasileiro.

"Protestamos contra esse desgoverno que desrespeita a história da Caixa e seus empregados, tentando entregar a empresa aos bancos privados. O ataque à Caixa é um ataque aos que mais precisam e à missão social de mais de 150 anos desta empresa. A Caixa é o banco do povo", reforçou a dirigente da Federação Centro Norte (Fetec-CUT/CN) Elis Regina.

O ato contou com a participação de representantes de entidades como a Contraf-CUT e a Fenae, além de bancários de diversos estados.

"É a primeira vez na história que o Sindicato organiza um protesto diante de um cenário tão ruim para a empresa e seus empregados. Um momento de total ingovernabilidade, em que o time de empregados é muito bem preparado, mas o técnico é ruim. Essa nova diretoria vai para o quinto mês à frente da empresa e, mesmo com a promessa de contratação de 2 mil empregados (isso não chega a disponibilizar um empregado sequer por agência no país), nenhuma pessoa foi contratada", cobrou o diretor do Sindicato Wandeir Severo.

"O leilão da Lotex, que seria realizado nesta quinta-feira, foi adiado mais uma vez pela pressão dos empregados em defesa da empresa. Pedro [Guimarães, presidente da instituição], os empregados da Caixa não têm medo de você", disparou Wandeir.

União de todos é fundamental

Enilson da Silva, diretor da Fetec-CUT/CN, defendeu que, "para que a Caixa cumpra seu papel social, em favor do povo brasileiro, é necessário que ela esteja inteira, forte e 100% pública". "O movimento de resistência nacional reconhece a importância da empresa, tanto para os empregados quanto para o conjunto da sociedade. Já passamos por situação parecida nos anos 90, sabemos como fazer a defesa da Caixa. Precisamos que todos se envolvam nesse projeto que afeta todo o país".

"Convocamos todos os empregados e empregadas para arregaçar as mangas, que venham para a luta pelo povo brasileiro, pelos empregos, pelo papel social desta empresa centenária. Enquanto empregada aposentada da Caixa, meu cordão umbilical com a empresa só será desligado quando eu morrer. Até lá, permanecerei na luta e conto com todos nessa luta", frisou Marlene Dias, diretora do Sindicato.

A deputada federal Erika Kokay, que é bancária aposentada da Caixa, participou do ato e lembrou que os empregados da Caixa têm força e experiência para lutar contra os ataques à empresa. "Tantas vezes estivemos em frente ao edifício Matriz I para abraçar essa empresa e dizer que estávamos lutando pela Caixa, quantas vezes forem necessárias voltaremos para garantir que a empresa continue sendo do povo. Eles estão caminhando a passos largos para tirar a Caixa do povo brasileiro, mas nós seguimos firmes na luta, na resistência”, garantiu a deputada.