Sindicato e Contraf vão à Câmara contra PL de abertura de agências aos finais de semana   

Sindicato e Contraf vão à Câmara contra PL de abertura de agências aos finais de semana    Destaque

Sindicato e Contraf vão à Câmara contra PL de abertura de agências aos finais de semana        


Da esq. para a dir.: Jeferson Meira, secretário de Relações do Trabalho da Contraf-CUT; o deputado federal João Carlos (PR-BA); e o presidente do Sindicato, Eduardo Araújo 


Nesta quarta-feira (15), representantes do Sindicato dos Bancários de Brasília e da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) estiveram na Câmara Federal em mais uma atuação em defesa dos bancários. Em audiência com o relator do Projeto de Lei 1043/2019, deputado João Carlos Bacelar (PR-BA), os dirigentes sindicais apresentaram posição contrária à abertura de agências bancárias aos sábados e domingos.

O projeto, de autoria do deputado David Soares (DEM-SP), propõe a abertura das agências nos finais de semana, mas ignora a jornada de trabalho do bancário.

Em um trecho do projeto, o deputado argumenta que “os serviços e operações bancárias são fundamentais para a vida da população bancarizada, que é cada vez maior. O horário de funcionamento das agências bancárias, contudo, é reduzido e se sobrepõe à jornada de trabalho da imensa maioria das pessoas. Isso dificulta a realização de pagamentos, saques e outras transações bancárias”.

Para as entidades que representam os bancários, o melhor para a população e para os bancários seria disciplinar a abertura das agências de 9h às 18h, com dois turnos de trabalho.

Durante a reunião com o relator, os representantes dos trabalhadores reforçaram a preocupação com os impactos do projeto para a categoria bancária e cobraram compromisso do parlamentar com a jornada de trabalho.

Para o diretor do Sindicato e secretário de Relações do Trabalho da Contraf-CUT, Jeferson Meira, “acreditamos que é possível que as agências funcionem em horário ampliado desde que os bancos contratem mais trabalhadores e respeitem a jornada de trabalho de segunda a sexta-feira, 30 horas semanais”.

“Este projeto de lei não gera resultado prático para a população e leva preocupação ao conjunto de trabalhadores bancários que lutaram arduamente pela jornada de 6 horas. Já atuamos para arquivar um projeto semelhante na legislatura passada, o PLS 203, e com este não será diferente. Vamos defender o direito do trabalhador bancário”, frisou o presidente do Sindicato, Eduardo Araújo.  

Joanna Alves
Do Seeb Brasília